O novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, sinalizou que não atenderá de forma específica o setor sucroalcooleiro. A Fazenda, de acordo com ele, atuará de modo geral, oferecendo medidas microeconômicas. Ele também conta com a evolução do realinhamento de preços. Com isso e com as condições climáticas, de acordo com o ministro, o setor sucroalcooleiro terá condições de retomar a competitividade "com bastante vigor". "Acredito que várias coisas que a gente está fazendo, realinhamento de preços, tendem a dar um alento a esse setor", considerou.

Levy disse saber de algumas áreas em que há investimento em novas tecnologias, que também já estão criando oportunidades. "Certamente, a filosofia vai ser reorganizar, dar sinalização de preço adequado", disse, acrescentando ser saudável para qualquer setor ter quem entra e quem sai - os que compram e os que são vendidos.

Esforço

Levy, disse, ainda, acreditar que o governo terá capacidade de economizar o equivalente a 1,2% do PIB para pagar juros este ano ao mesmo tempo em que conseguirá dar continuidade a programas que são essenciais. "Temos que ser persistentes, mas não há razão para achar quer não vamos conseguir", disse, após ser questionado a respeito da incredulidade de algumas consultorias do setor privado sobre o feito.

Qualquer mudança de rumo, de acordo com ele, significa fazer esforço. "Também tenho dito que não há expectativa de infringência em direitos ou coisas assim", considerou. No caso dos investimentos, disse, é preciso observar a situação, a dinâmica.

"Acho que temos cada vez mais alternativas. Quando estivermos bem alinhados, a confiança deve voltar, algumas decisões que têm sido suspensas ou postergadas serão retomadas e depois de um curto hiato vamos ver a economia se relançando. Isso é natural", afirmou.