SÃO PAULO - O MercadoLivre, companhia de e-commerce e marketplace (plataforma em que diversos anunciantes podem ofertar seus produtos), anunciou nesta quarta-feira (19) que vai permitir que vendedores de outros países anunciem seus produtos no site. 
 
Quatro lojas de moda e acessórios dos Estados Unidos já iniciaram suas operações, e são responsáveis por 800 produtos anunciados no site. "A escolha pela categoria de moda foi estratégica. Estamos vendo o crescimento desse mercado aqui no Brasil e focando no público feminino no primeiro momento", afirma Helisson Lemos, diretor da empresa. 
 
Segundo ele, as vendas do setor no site cresceram 40% no ano passado em relação a 2012. O segmento passou de nono para quarto lugar nas operações do site. 
 
Todos os anúncios de vendedores internacionais estarão em português, e o preço também será cobrado em reais, já incluindo taxas de importação, impostos e frete. As ofertas, inicialmente, serão de até US$ 3.000 (cerca de R$ 7.000). 
 
O pagamento e o envio dos produtos serão feitos por ferramentas do próprio MercadoLivre. O prazo de entrega é de até três semanas e as compras serão pagas por meio de boleto bancário ou cartão de crédito nacional ou internacional, podendo ser parceladas. "A ideia é que o consumidor tenha uma experiência idêntica a que ele tem quando compra de um varejista brasileiro. O que muda é o prazo de entrega", diz Lemos. 
 
O modelo de anúncio para varejistas estrangeiros segue o mesmo modelo dos nacionais: lojistas pagam comissão de 6,5% a 10% das vendas e, em alguns casos, taxa pelo anúncio. "Sempre fomos procurados por varejistas estrangeiros e estamos atendendo a demanda dos brasileiros que buscam produtos no exterior", explica Lemos. 
 
No Brasil, além de lojistas, pessoas físicas também podem anunciar produtos. Segundo Stelleo Tolda, vice-presidente de operações da empresa, essa funcionalidade para a operação internacional ainda vai levar algum tempo. "Ainda estamos levando os vendedores pela mão. É algo que exige estrutura, desde a tradução dos anúncios até o conhecimento sobre tarifas, importação etc." 
 
Ele afirma que, apesar da grande maioria dos anunciantes do MercadoLivre serem pequenas e médias empresas, as pessoas físicas ainda são um mercado significativo para a companhia. "Elas vendem mais que grandes empresas."