Não há mais espaço para renúncia fiscal, sinaliza Levy no CAE

Estadão Conteúdo
31/03/2015 às 11:18.
Atualizado em 16/11/2021 às 23:27
 (Wilson Dias/ Agência Brasil)

(Wilson Dias/ Agência Brasil)

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse nesta terça-feira (31), em sua primeira fala na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), que o diálogo com Estados e municípios é muito importante. "A retomada do crescimento vai depender em grande parte também da ação dos estados e municípios", afirmou. "O próprio nome do país diz que é a República Federativa do Brasil", ressaltou. Ele disse que é uma honra participar da audiência pública na comissão onde se discutem os assuntos mais importantes do país. O ministro terá 30 minutos para fazer sua exposição inicial.

Para o ministro, algumas renúncias fiscais trazem conforto, mas a motivação inicial pelas quais elas foram tomadas "desapareceu". "Um dos fatores que colaboraram para a deterioração foi a ampliação de renúncias", disse. O ministro afirmou que propôs a diminuição de algumas dessas renuncias com a justificativa de que o país tem de reverter algumas das medidas anticíclicas. "Algumas das ações estão esgotadas", disse. Segundo ele, a União gastou R$ 21 bilhões com renúncias fiscais e deve gastar R$ 25 bi neste ano.

O ministro disse ainda que é importante que a visão do país seja de robustez fiscal e que seja alcançada não só com aumento de tributos. "Precisamos estar atentos aos gastos permanentes, sobretudo num horizonte longo", afirmou
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