Falta pouco para dar adeus a 2015 e curtir as festas de boas-vindas a 2016. Para quem ainda não planejou o que fazer no Réveillon e não conseguirá viajar, pode encontrar em Belo Horizonte e em outras cidades mineiras opções para todos os gostos.

Empresários aproveitam o momento para diversificar os pacotes, atrair diferentes públicos e começar o ano novo com o pé direito. Muitos optaram por manter os preços dos convites iguais aos praticados no fim do ano passado e manter a casa cheia.

As estratégias também passam por negociação com fornecedores, antecipação das compras dos importados e redução da margem de lucro. Esta última foi a solução encontrada por Antônio Soares, presidente do clube PIC, localizado na Pampulha, onde a festa para 1.600 pessoas já se repete há 53 anos.

Até agora, foram vendidos cerca de 1.400 ingressos. Segundo ele, o preço do pacote com comidas e bebidas à vontade (R$ 290 no segundo lote) é o mesmo da virada de 2014 para 2015. “Este ano tivemos um investimento maior com cobertura na parte externa, devido à probabilidade de chuva. Então, estamos sentindo que não teremos lucro, mas esperamos que a festa se pague”, diz.

ANIMAÇÃO

A novidade deste ano no PIC é que a animação da festa ficará por conta de três bandas. Uma das atrações é o bloco de carnaval Baianas Ozadas, que arrastou multidões nos últimos carnavais de BH. “Com esse cenário de dificuldade econômica, nossa preocupação foi criar atrativos para agradar a todas as faixas etárias”, explicou Soares.

Sócio-proprietário do clube Havanna, casa de shows em Contagem, Bolivar Andrade criou duas opções de pacotes para a festa com capacidade para 700 pessoas. Um dos ingressos (R$ 160 feminino e R$ 210 masculino) inclui bebidas como whisky e espumante, além de drinks, mesa de frios e café da manhã.

Já o outro, mais em conta (R$ 110 feminino e R$ 140 masculino) dá direito a bebidas que são mais consumidas e têm custo menor como vodca e cerveja.

“Tivemos aumento de impostos nos últimos meses, mas antecipamos as compras e conseguimos trabalhar com custo menor”, contou Andrade. Segundo ele, 60% dos ingressos foram vendidos.

COMODIDADE

O Ouro Minas Hotel, na região Nordeste, aposta na comodidade. Quem reservar uma suíte para não ter que se preocupar em ir embora depois da folia, terá o horário de check out estendido.

O valor do ingresso para a festa de Revéillon (R$ 400) pode ser parcelado ou ter 10% de desconto se o pagamento for à vista.

A gerente de Marketing Monaline Alvarenga garante que o local não abrirá mão das bebidas importadas. “A champagne importada é símbolo do nosso Revéillon há cinco anos. Conseguimos negociar uma boa parceria com o fornecedor”. Ela espera cerca de 450 pessoas no evento.

Ingressos femininos têm preços que variam até 700%

Levantamento realizado pelo Mercado Mineiro em 24 estabelecimentos da capital e de outras cidades que oferecem festas badaladas nesta época do ano mostrou que os preços dos ingressos femininos variam 700% e os masculinos têm variação de 344%.

O valor mínimo praticado é de R$ 50 para as mulheres e R$ 90 para os homens. Já o valor máximo constatado é de R$ 400. O valor médio gira em torno de R$ 169,78 para o público masculino e R$ 152,17 para o público feminino.

OPÇÃO É O QUE NÃO FALTA

Nos tradicionais salões de festa do Jardim Canadá, em Nova Lima, o Revéillon promete ser requintado e regado ao som de duplas sertanejas, djs e bandas de estilos variados. No Mix Garden, os ingressos custam R$ 160 (feminino) e R$ 190 (masculino). A festa Be Happy, realizada há 13 anos em Búzios, no Rio de Janeiro, veio para BH este ano e acontecerá no Domus XX com ingressos a R$ 190 (feminino) e R$ 250 (masculino).

Para quem prefere passar a virada ao som de muita música eletrônica, a boate NaSala oferece uma noite na sede campestre, em Escarpas do Lago, com djs brasileiros e internacionais. Os ingressos saem por R$ 350 (feminino) e R$ 450 (masculino).

Este ano, a virada do Chalézinho será comandado pelo dj da casa que promete tocar de funk a música pop dos anos 90. Os ingressos custam R$ 220 (feminino) e R$ 260 (masculino).

 

OURO MINAS HOTEL

OURO MINAS HOTEL – “É um ano delicado, mas a procura tem sido boa, porque muita gente resolveu não viajar”, diz Monaline Alvarenga, gerente de Marketing