Sem responder se continua à frente da Fazenda, o ministro Joaquim Levy preferiu entrar na sede do Ministério e falar sobre as medidas necessárias para a retomada do crescimento após o rebaixamento da nota e perda do grau de investimento pela agência de classificação de risco Fitch. Para ele, neste momento, é preciso "tomar as medidas necessárias". O ministro foi contrariado pela presidente Dilma Rousseff, que preferiu reduzir a meta fiscal para o ano que vem, de 0,7% para 0,5%.

Levy afirmou que, mais importante do que a discussão sobre porcentual da meta fiscal de 2016, é garantir os meios para que ela seja alcançada. Com um discurso otimista em meio ao cenário difícil, o ministro disse que "é importante a votação das medidas provisórias que dão suporte ao nosso orçamento", como as MPs 690, 692 e 694, que têm importante impacto fiscal e são consideradas por ele como a "semente do crescimento" e da retomada da economia.

Depois de conversar com o presidente do Senado, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), Levy disse que o parlamentar está disposto a apoiar esse esforço, mas lembrou que todos os brasileiros têm que contribuir para a retomada do crescimento econômico.

"O Brasil não pode parar", afirmou, destacando que o Congresso tem sempre dado apoio a aprovação do ajuste fiscal. De acordo com Levy, com o tempo, o Brasil será maior. Ele destacou que a economia brasileira tem fundamentos positivos e sólidos.

Apesar do rebaixamento do Brasil pela Fitch, Levy avaliou que os investidores têm confiança no Brasil, porque os marcos regulatórios estão corretos. Segundo ele, o País tem inúmeros setores com potencial de crescimento. "Vamos tomar todas as medidas necessárias e aprovar as MPs", disse.