A geração de vagas de estágio em Minas registrou alta de 28% no primeiro semestre de 2021. De acordo com o Centro de Integração Empresa-Escola de Minas Gerais (CIEE/MG), somente em junho foram 7.073 novas oportunidades. O crescimento contrasta com a retração em 2020, de 30%. As empresas que mais contrataram estão nos ramos de Tecnologia, Engenharia Civil, Administração, Comunicação Social e Saúde. 

Os números, que indicam recuperação gradativa da geração de vagas de estágios, são puxados pela retomada da atividade econômica e diminuição dos efeitos da pandemia. 

Segundo Antônio Marcos Pereira, supervisor operacional do CIEE/MG, a abertura de vagas de estágios vai acelerar no segundo semestre, podendo alcançar 50%. “A retomada econômica e a readequação das empresas às tecnologias que vieram à tona na pandemia vão incentivar ainda mais contratações. Com a economia voltando à normalidade, a necessidade de buscar profissionais será cada vez maior”, explica.

Candidatos de menos

A abertura de vagas de estágio cresceu pelo sexto mês consecutivo, o que deve se repetir em julho. Nos 13 primeiros dias do mês, 7.199 foram criadas. Em algumas áreas, como as ligadas a tecnologia e informática, a oferta é maior que o número de candidatos. 

“Bons alunos estão podendo escolher as vagas, e as empresas estão aumentando o nível de concorrência para conseguir os melhores profissionais”, explica Alisson Cunha, coordenador do núcleo de carreiras e empregabilidade das Faculdades Promove e Kennedy.

Qualificação

Para as empresas, as vantagens do estágio estão na qualificação dos jovens e na possibilidade de apresentar a eles o ambiente de trabalho. Além disso, diz Alisson Cunha, a chegada dos estagiários pode significar o contato com novos valores e tecnologias. 

“Esse profissional está abastecido do que há de mais moderno em cada área e leva isso para o mercado de trabalho, associando teoria e prática”, diz. 

Porta aberta no mercado de trabalho e renda antes do diploma

A estudante de Publicidade e Propaganda Yasmin Sousa, de 26 anos, faz estágio desde o início da faculdade. Hoje no 5º período, é uma das responsáveis pela organização de ações acadêmicas em comunidades envolvendo estudantes das Faculdades Promove e Kennedy. “Já consigo atuar como freelancer na minha área, mesmo estando no meio do curso”, explica Yasmin.

Cursando o último ano de engenharia civil nas Faculdades Kennedy, Francisco Júnior, de 25 anos, trocou há um mês de estágio para focar em processos de gerenciamento de obras, área em que pretende atuar após a faculdade. 

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DE OLHO NO FUTURO – Francisco Júnior escolheu um novo estágio já pensando na área em que quer trabalhar após ter o diploma

Ganhando R$ 1,2 mil mensais, ele vê o estágio como uma porta para o mercado de trabalho. “Quero usar essa experiência para conhecer mais da área e mostrar minhas habilidades”.

Já para Evelyn Teixeira, de 20 anos, a contratação definitiva veio antes do fim do estágio. Desde março, a estudante do 8º período de engenharia civil das Faculdades Kennedy é assistente de engenharia. “A contratação foi uma surpresa, porque ainda falta um ano para me formar”.

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