A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, observou, nesta segunda-feira (22), que os países do Oriente Médio deveriam elevar os impostos para conter a queda das receitas por causa do tombo do petróleo.

"Estas economias precisam fortalecer sua posição fiscal e redesenhar seu sistema tributário, reduzindo a forte dependência nas receitas das exportações de petróleo", afirmou Lagarde em um evento na capital dos Emirados Árabes Unidos.

O FMI estima que os exportadores de petróleo do Oriente médio e da África do Norte perderam mais de US$ 340 bilhões em receitas no ano passado, ou 20% de todo o Produto Interno Bruto (PIB) da região, como resultado do colapso dos preços da commodity, que recuaram para a casa dos US$ 30 por barril.

"Há boas razões para acreditar que os preços devem continuar neste patamar por um período maior de tempo", disse a dirigente francesa, acrescentando que os países deveriam estudar a adoção de um imposto sobre valor agregado.

Os países do Conselho de Cooperação do Golfo - Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Bahrein e Omã - concordaram inicialmente com a adoção do tributo em 2018, disse recentemente o subsecretário de finanças dos Emirados Árabes, Younis Al Khoori.

A taxação da renda pode se tornar um assunto delicado entre os países da região, que nas últimas décadas atraíram milhares de trabalhadores estrangeiros oferecendo, entre outras coisas, impostos baixos.