Para ir na contramão da crise, empreendedor deve ficar atento ao agora e ao pós-pandemia

André Santos
andre.vieira@hojeemdia.com.br
13/04/2021 às 19:47.
Atualizado em 05/12/2021 às 04:40
 (Fernando Michel)

(Fernando Michel)

A crise econômica associada à pandemia fez com que muitas empresas fechassem as portas no 1º trimestre de 2021, em Minas. De acordo com o Sebrae, 31.080 empreendimentos encerraram as atividades no Estado. Quase a totalidade dos desistentes (98%) foram Microempreendedores Individuais (MEI) e Microempresas (ME).

Para a analista do Sebrae Minas Bárbara Castro, o momento de dificuldade exige que o pequeno empreendedor esteja atento a novas oportunidades e quanto a iniciativas que poderia buscar para manter o negócio ativo. “É um tempo que exige dele ou dela conhecer bem o cliente, buscar informações sobre o mercado e vislumbrar oportunidades”, destaca.

Foi justamente olhando para as oportunidades que Rick Alves, ator e fundador do Espaço Cênico Belo Horizonte – escola de artes que funciona há 23 anos na capital –, decidiu “aproveitar” a pandemia para “ressignificar” o negócio.

Com as portas fechadas há mais de um ano, Rick manteve funcionários e investiu pesado para modernizar o espaço. Construiu um anfiteatro, um estúdio e refrigerou o ambiente. Mesmo em meio a todos os panoramas negativos, preferiu apostar alto no pós-pandemia.

“Eu tinha duas opções: fechar e recomeçar do zero ou inovar para, quando tudo voltar ao normal, oferecer o melhor para meu público. Preferi investir energia para produzir algo de positivo e seguir em frente com o sonho da minha vida”, garantiu.

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