A solidariedade com o propósito de salvar negócios em meio à pandemia não se restringe à ajuda financeira, a campanhas gratuitas de divulgação coletiva de serviços e produtos ou à troca de conhecimentos técnicos entre empreendedores. A união de forças e criação de alternativas para vender que se produz e faz também é um caminho promissor.

Foi o que aconteceu com Fernanda Abdallah e Eduardo Pimentel, proprietários do Feijão, restaurante situado no tradicional Edifício Maletta, em BH. Após sete anos de sucesso, os dois viram uma mudança rápida e negativa por causa da pandemia. “Em uma semana estávamos batendo nosso recorde de vendas. Na outra, fechando as portas. Foram momentos de muita incerteza e ansiedade”, diz Fernanda, lembrando que, ao todo, as portas ficaram baixadas por 70 dias. 

Antes da crise, Eduardo defumava carnes para servir no restaurante, mas não vendia para o consumidor final. Resolveu apostar no filão e logo vieram as encomendas, com produtos entregues na casa dos clientes. Daí para a ideia de construir parcerias foi um pulo. 

“Conversando com amigos do ramo, que estavam passando pelas mesmas dificuldades, decidimos criar cestas com produtos do Feijão, do Uaimii e da Amai Doces. Foi a primeira experiência de trabalhar junto com outros estabelecimentos”, explica Fernanda, destacando que a iniciativa tem sido um sucesso.

Em Montes Claros, Norte de Minas, o destaque é o projeto “Delas Para Você”, loja colaborativa com diversas empreendedoras locais anunciando produtos e serviços, em rodízio. Criada por Mayusa Mendes, logo após a chegada da pandemia, a iniciativa tem feito a diferença. “Acredito no trabalho coletivo e no apoio mútuo como instrumento para que todos possam crescer. Juntas, somos mais fortes”, afirma Mayusa.

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