O primeiro-ministro de Portugal, Pedro Passos Coelho, anunciou nesta sexta-feira (07) novas medidas de austeridade que serão aplicadas em 2013, em uma tentativa de reduzir o déficit orçamentário e cumprir as metas combinadas com os credores internacionais em troca do pacote de resgate de 78 bilhões de euros.

Entre as medidas está um aumento na contribuição para a Seguridade Social no setor privado. A taxa para os trabalhadores vai passar de 11% para 18%. Do outro lado, a taxa para as empresas será reduzida de 23,75% para 18%.

Para o setor público, a contribuição para a Seguridade Social também vai aumentar para 18%. Após cortar os benefícios de salários extras de férias e Natal para os servidores este ano, em 2013 o governo vai restituir um deles, mas o pagamento será feito em 12 vezes, e não mais em uma única parcela. Para aposentados e pensionistas, os dois benefícios serão novamente cortados no ano que vem.

Segundo Coelho, as medidas são uma forma de tentar combater o desemprego, "que é o principal problema do país". O premiê disse que a medida anunciada na quinta-feira pelo Banco Central Europeu (BCE), que detalhou um novo programa de compras de bônus para ajudar a reduzir os custos de financiamento para os países debilitados da zona do euro, ajuda no processo de ajuste em Portugal, mas acrescentou que o sucesso do programa de resgate depende do próprio país.

Coelho disse ainda que a avaliação feita pela troica de credores internacionais - formada por Comissão Europeia, BCE e Fundo Monetário Internacional (FMI) - ainda está em andamento. Ele disse que o país está no caminho certo e que alguns riscos foram substancialmente reduzidos. "Nós estamos reduzindo nosso déficit comercial mais rápido do que o previsto, o que aproxima nosso retorno aos mercados de dívida", comentou. As informações são da Dow Jones.