No mesmo dia em que o governo federal publicou decreto sobre a segunda fase do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), o BDMG anunciou, ontem, a abertura do cadastro para empreendedores do Estado interessados em obter crédito por meio de tal iniciativa. Estão sendo oferecidos mais R$ 203 milhões, sendo que na primeira fase, ocorrida em junho e julho, o banco iberou 100% do limite de R$ 215 milhões garantido pela União por meio do Fundo de Garantia de Operações (FGO). 

“Ao operar a nova etapa do Pronampe e desenvolver linha especial para as pequenas empresas de faturamento um pouco maior, o BDMG está injetando um novo fluxo de liquidez na economia mineira e contemplando uma faixa maior de clientes. É nosso papel, como banco de desenvolvimento, atuar de forma anticíclica à crise deflagrada pela pandemia”, disse o presidente do BDMG, Sergio Gusmão. 

O Pronampe opera com juros de apenas 1,25% ao ano + Selic, com prazo total de 36 meses para pagar, sendo 8 meses de carência. O crédito pode ser aplicado em capital de giro ou em investimentos. Já o limite para solicitação é de 30% da receita bruta da empresa em 2019, com o teto de R$ 100 mil por empresa. 

Como diferencial na operação da linha, o BDMG não exige a contratação de outros produtos para ter acesso ao crédito, como ocorre em muitos bancos comerciais. A contratação pode ser feita online no site do banco (bdmg.mg.gov.br) ou por meio de seus correspondentes bancários. 

“Os recursos que estamos liberando são fundamentais para os micro e pequenos empresários que representam mais de 60% do emprego em Minas e no Brasil inteiro”, comentou Carlos Costa, secretário especial do Ministério da Economia que participou da solenidade de lançamento da nova etapa do Pronampe. 

Também presente, o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, apontado por Costa como “o líder empresarial mais ativo hoje no Brasil na busca de soluções econômicas”, destacou a importância da iniciativa. “Sem esses recursos, as pequenas e microempresas não têm como tocar o negócio. É um programa inclusivo”, afirmou o dirigente.