Se os comerciantes esperam faturar alto até domingo, em razão do Dias das Mães, o mesmo não pode se dizer dos donos de bares e restaurantes da capital. Com as restrições ao funcionamento impostas pela PBH, para tentar conter o avanço do novo coronavírus, os empresários do setor, impedidos de abrir na data, voltam esperançosos a atenção à reunião que o prefeito Alexandre Kalil terá hoje de manhã com a equipe técnica da PBH, da qual podem surgir novidades sobre as restrições.

A tendência, contudo, é de que os belo-horizontinos não se reúnam com as mães para o tradicional almoço de domingo, o que deve prejudicar o delivery. Pesquisa da CDL-BH sobre o tema, divulgada nessa quarta-feira (5), mostra que 55% dos entrevistados disseram que vão evitar esses encontros, devido à pandemia.

Abrasel-MG garante que afiliados cumprem protocolos rígidos, o que não se pode dizer de muitos encontros familiares

Para Mateus Daniel, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Minas Gerais (Abrasel-MG), o “castigo” aos restaurantes, se mantido no Dia da Mães, irá prejudicar ainda mais o setor. Além disso, segundo ele, o impedimento à abertura implicaria em mais “aglomerações familiares”. “Os restaurantes cumprem o protocolo, mas e o que ocorre em uma reunião familiar?”, indaga Daniel. 

O pleito da Abrasel ganha coro entre comerciantes. O presidente da CDL-BH, Marcelo Souza e Silva, também pede que a PBH reveja a decisão de manter os restaurantes fechados domingo. “O segmento não aguenta mais as restrições. Estão endividados, sem perspectiva de faturamento e poderiam tirar um pouco do prejuízo”, acredita. 

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