As compras em sacolão ficaram mais salgadas neste mês, em Belo Horizonte. Segundo pesquisa realizada pelo Procon Assembleia em 39 estabelecimentos da cidade, cerca de 60 alimentos apresentaram um aumento médio de 5,10% nos preços em relação a dezembro do ano passado.

Os vilões da vez são o chuchu (83,23%), a cenoura (46,83%) e a beterraba (34,88%), curiosamente, todos ainda em período de safra, quando é esperado o barateamento dos preços.

A justificativa para a alta, de acordo com o coordenador da Seção de Informação de Mercado da Central de Abastecimento de Minas Gerais (CeasaMinas), Ricardo Fernandes Martins, é a proximidade da entressafra, que já reflete no custo dos produtos.

“Eles vinham com uma oferta boa até o mês passado, mas, a partir de janeiro, entraram em uma condição desfavorável”, afirma o coordenador.

Variações

Segundo ele, apesar do salto observado nos preços recentemente, na comparação com janeiro de 2013, a cenoura e a beterraba estão 3,73% e 19,31% mais baratas, respectivamente. Já o chuchu está 17,12% acima da média do mesmo período do ano passado.

“No caso do chuchu, a época mais crítica são os dois primeiros meses do ano. Apesar de estar mais caro, a situação dele deverá se normalizar antes da dos outros alimentos”, diz Martins.

Para os próximos meses, o coordenador adianta que alguns alimentos poderão encarecer ainda mais, em função das condições climáticas.

“Normalmente, até abril ou maio, a situação não é boa para a oferta. Mas, acredito que não serão necessários muitos outros reajustes, porque já ocorreu uma variação razoável nas últimas semanas”.

Alternativa

Diante dessa oscilação de preços praticados no mercado e da impossibilidade de comprar produtos mais baratos mesmo no período de safra, a dica para o consumidor é a boa e velha pesquisa de preços, principalmente, em época de chuva e sol intermitentes.

De acordo com a gerente de Pesquisa de Preços do Procon Assembleia, Margareth Cintra, o conselho tradicional é consumir alimentos que estejam em plena fase de produção e colheita, mas, não sendo possível fazer isso, é importante estar atento às variações entre os estabelecimentos.

“Muitas vezes, a pessoa trabalha em uma região e mora em outra. Aí, já são duas localidades para comparar. Além disso, vale ressaltar que, hoje, não existe mais aquela definição de preços por área. Acontece de termos produtos mais em conta na Zona Sul e mais caros na região do Barreiro, por exemplo”, afirma Margareth.