A reação de trabalhadores insatisfeitos com a política de uma corporação, levando-os a buscar no associativismo uma forma de obter remuneração mais justa, não é novidade na história, segundo o economista Paulo Casaca, do Ibmec. O que se vê, agora, é que tais movimentos têm sido ampliados entre negócios de natureza tecnológica, como é o caso das grandes plataforma e da 7Move, criada por um grupo de motoristas da capital.

“O associativismo é antigo. Tem apenas sido aplicado em novos mercados, como o dos aplicativos para passageiros”, diz. “Eles não aumentam o preço das corridas para não perder clientes, mas quem sai no prejuízo, em razão de fatores como a alta dos combustíveis, são os motoristas. Diante da injustiça, os profissionais criam seu próprio APP”, explica.

Para Casaca, o fim do impasse, que prejudica profissionais e passageiros, poderia ser mais simples. “A solução seria aumentar um pouco o preço das corridas, reduzindo a margem dos intermediadores de tal forma que o custo dos combustíveis impactasse todos os participantes de maneira mais equilibrada”, afirma.

Uber

Maior plataforma do país, a Uber informou, por nota, que, “com o aumento constante dos combustíveis, tem intensificado seus esforços para ajudar os motoristas parceiros a reduzirem seus gastos, com parcerias que oferecem desconto em combustíveis, por exemplo, assim como tem feito uma revisão dos ganhos dos motoristas e reajustado valores em diversas cidades”. 

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