No próximo domingo, dia 3 - data do clássico Cruzeiro e Atlético para a reestreia do Mineirão -, os torcedores irão perceber e usufruir as novidades do estádio que, por quase três anos, passou por reformas para receber os jogos da Copa do Mundo de 2014. E os torcedores poderão assistir às partidas das cadeiras que os próprios belo-horizontinos ajudaram a construir.

Para que o Estádio Governador Magalhães Pinto atendesse os padrões de sustentabilidade da Fifa, a transformação foi geral e, dos mais de 62 mil novos assentos, 3 mil foram fabricados com material PET, oriundos das garrafas de Coca-Cola.

Mobilização

Para levar a população a participar dessa transformação, a iniciativa da Coca-Cola Brasil mobilizou moradores da capital para doar garrafas PET para a fabricação das cadeiras. Em uma campanha veiculada na TV e em jornais, a empresa incentivou a reciclagem do material, recolhido em pontos estratégicos da cidade.
O volume coletado não foi informado, mas, de acordo com o diretor de Assuntos Governamentais, Comunicação e Sustentabilidade da Coca-Cola Brasil para a Copa do Mundo da Fifa2014, Victor Bicca, foram utilizados 2 quilos de PET para cada assento sólido de resina reciclada. Em média, são necessárias 100 garrafas para cada cadeira fabricada.

Produção

O material foi recolhido pela Associação dos Catadores de Papel e Material Reaproveitável (Asmare) e passou por um processo, que durou um mês, até chegar às peças instaladas no Mineirão: as garrafas PET foram trituradas e lavadas até se transformarem em pellets, a matéria-primas dos assentos.
Como forma de garantir a sua integridade, os assentos receberam aditivos anti-chamas e, em apenas um dia, a cadeira foi montada. O processo de fabricação é da empresa Rhodes, em parceria com o consórcio Minas Arena, que liderou a reforma do Mineirão.

Inovação

“Desconhecemos qualquer estádio no mundo com assentos de PET reciclado. Há estádios feitos com material oriundo de PET novo, mas não reciclado”, afirma Victor Bicca, da Coca-Cola Brasil.

O Mineirão é um dos três estádios que estão recebendo esses modelos de cadeiras. Além do Gigante da Pampulha, que tem 3 mil assentos reciclados, o Maracanã, no Rio de Janeiro, terá 6.700 cadeiras premium, também revestidas com PET, e o Estádio Nacional de Brasília, 3.300.
 
“Como se trata de um projeto inovador, decidimos focar nessas capitais, onde conseguimos viabilizar acordos com as concessionárias que estão à frente das obras nesses estádios e com os governos estaduais”, garante o diretor de Assuntos Governamentais da Coca-Cola, Victor Bicca.