A Usiminas reverteu o lucro de R$ 222 milhões registrado no primeiro trimestre de 2014 e registrou prejuízo de R$ 235 milhões de janeiro a março deste ano.

O Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado atingiu R$ 380 milhões, um recuo de 42% na comparação com o mesmo período do ano passado. Na mesma base de comparação, a margem Ebitda ajustada passou de 21% para 14%.

No primeiro trimestre de 2015, a receita líquida apresentou queda de 14,7%, para R$ 2,680 bilhões.

De janeiro a março deste ano, o resultado financeiro foi negativo em R$ 360,9 milhões, ante um valor também negativo de R$ 18,057 milhões no primeiro trimestre de 2014.

Venda de minério de ferro pela Usiminas recua 35,5%

Tendo como pano de fundo a forte queda dos preços do minério de ferro no mercado internacional, a venda do insumo pela Usiminas somou 1,139 milhão de toneladas no primeiro trimestre deste ano, recuo de 35,5% em relação ao observado um ano antes. Ante o período imediatamente anterior a queda foi de 2%.

Já a produção de minério de ferro pela siderúrgica mineira somou 1,461 milhão de toneladas, queda de 9,7% em um ano. Ante o quarto trimestre houve um aumento de 1%. Desse total, as vendas para a Usiminas corresponderam a 1,048 milhão de toneladas, aumento de 9,5% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. Na comparação com o quarto trimestre, no entanto, o recuo foi de 7%.

"Embora na comparação entre os trimestres, o preço Platts do minério de ferro (62% Fe, CFR China), ajustado para o período de formação de preços de venda da Mineração Usiminas, tenha registrado uma queda de 16,3%, foi parcialmente compensado pela desvalorização cambial média de 12,8% no período", ponderou a Usiminas no documento que acompanha o seu demonstrativo financeiro.

No mesmo documento a companhia reportou que a receita líquida registrada no primeiro trimestre do ano na unidade de mineração foi de R$ 117,9 milhões, aumento de 35% em relação ao último trimestre do ano passado por conta de menores pagamentos de contratos de frete com condições take or pay em R$ 37,2 milhões, que são registradas como um redutor da receita bruta.