As vendas do comércio eletrônico devem crescer 60% durante a Black Friday, evento que ocorre em 29 de novembro e concentra promoções e descontos aos moldes do comércio norte-americano. Segundo a E-bit, empresa especializada em informações do setor, a Black Friday deve movimentar R$ 390 milhões para o varejo digital este ano ante um faturamento de R$ 243,8 milhões no mesmo período do ano passado.

A previsão é de que um milhão de pedidos sejam feitos via internet e o tíquete médio das compras fique em R$ 390. As categorias de maior valor agregado, como "Informática", "Eletrônicos" e "Eletrodomésticos", devem ser as mais vendidas. Segundo a E-bit, os descontos nestes produtos podem chegar a até 70%. "Moda e Acessórios" e "Telefonia/Celulares" completam a lista das cinco categorias mais procuradas na data.

A E-bit afirma que o setor vem se preparando para a data, reforçando suas operações e negociando boas condições com os fabricantes. Apesar disso pede para os consumidores terem cautela, verificarem se a loja é idônea e checarem as condições de compra e entrega.

Este ano, o evento terá uma ferramenta exclusiva de proteção aos consumidores virtuais. A Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Camara-e-net) e a Busca Descontos, empresa organizadora, elaboraram o Código de Ética do evento de compras online, que este ano está marcado para o dia 29 de novembro.

A necessidade da elaboração de normas para o evento surgiu após o registro de oito mil reclamações no ano passado, através do site ReclameAqui, a respeito da veracidade dos descontos praticados e a falta de estrutura das lojas virtuais. As ações de fiscalização desse ano envolvem a orientação dos setores envolvidos (realizada desde agosto), fiscalização da "maquiagem" de preços - através da comparação com valores praticados anteriormente -, monitoração de disponibilidade de estoque e distribuição do Selo Black Friday Seguro para as lojas que estiverem atuando de acordo com o regulamento.