Para ser a dona da primeira loja conceito do setor, a Vilma Alimentos investiu R$ 3 milhões. O espaço de 850 metros quadrados, ao lado da fábrica em Contagem, remete a um tradicional armazém italiano.

“No mix estão os mais de 500 produtos da empresa, além de itens de utilidade doméstica e peças artesanais exclusivas da grife Vilma, pontos de degustação e equipamentos interativos. Também há espaço para cursos e workshops gratuitos para que os participantes aprendam receitas diferentes com nossos chefs”, diz a gerente de food service e uma das idealizadoras da loja, Renata Murta.

A clientela é formada por consumidores finais, varejistas, supermercadistas e empresários do setor de bares e restaurantes.

O setor de moda também vestiu a camisa das lojas conceito. O estilista Victor Dzenk montou a sua há dois anos, em Lourdes. E recentemente ganhou como vizinha outra flagship, a Solli, da empresária Olívia da Costa Borges.

“Tomamos gosto pelo varejo”, diz ela, que até pouco tempo só vendia no atacado. A mudança exigiu investimento de meio milhão de reais em uma casa no bairro mais chique da cidade, com direito a deck com mesas onde as clientes podem descansar, bater papo e tomar café ou espumante. “O objetivo não é só vender, mas fidelizar”, diz Olívia, especialista em moda balneário. No inverno, o tíquete médio é de R$ 430, e no verão, de R$ 390.

Materiais nobres

Sapatos de luxo, feitos a partir de materiais nobres, são o carro-chefe da Luana Jardim, marca batizada com o nome de sua idealizadora. O endereço escolhido para tanta exclusividade foi o Pátio Savassi. “Nosso maior diferencial, além de todos os mimos de praxe, como manobrista, espumante, bolo com cafezinho e massagem nos pés, é o espaço amplo e confortável que permite que a cliente possa trazer seus looks e experimentá-los com nosso sapato”, diz Luana.

Até o museu Inhotim aderiu à loja conceito, juntando-se a gigantes como Apple, Samsung, Nokia e Nespresso. “Nossa ideia é deixar o Inhotim ainda mais próximo e estender a experiência da visita a produtos que carregam nosso DNA”, afirma a gestora Cristiana Paz. Livros sobre arte e arquitetura, plantas, lápis, camisetas, guarda-chuva e bolsas da grife são vendidos no estabelecimento da Savassi.

Para a analista de Marketing do Sebrae-MG, Luciana Lessa, o modelo já existe há mais de 20 anos no exterior, mas chegou ao Brasil há menos de uma década e mais recentemente desembarcou em Belo Horizonte.

“É uma estratégia que requer investimentos maiores, mas que geralmente se torna um sucesso. A ideia é passar mais tempo na loja, e esse tempo tem que ser agradável para que o cliente fixe aquela marca”, comenta a especialista.