O Egito executou neste domingo (17) seis homens, condenados por um tribunal em um caso sobre um tiroteio no ano passado em uma suposta fábrica de bombas. Os seis homens executados foram condenados por matarem dois policiais militares em um confronto com a polícia, militares e forças especiais durante um ataque ao norte do Cairo em março 2014. Os oficiais de justiça afirmaram que os homens foram também acusados de pertencerem ao Ansar Beit al-Maqdis, grupo militante com base no Sinai, que, desde então, prometeu lealdade ao grupo extremista Estado Islâmico.

A Anistia Internacional pediu um novo julgamento em um tribunal civil para os acusados, afirmando "que pelo menos três deles foram presos em segredo na época do crime pelo qual tinha sido condenados".

O Egito tenta conter a violência por militantes, mas os ataques espalhados evoluíram para uma insurgência plena depois que o presidente islâmico Mohammed Morsi foi deposto em julho 2013 pelos militares. Um tribunal condenou Morsi e mais de 100 outros à morte, ontem, por uma fuga da prisão em massa durante revolta de 2011 que depôs o autocrata de longa data Hosni Mubarak.

Logo após a sentença de Morsi, ontem, supostos militantes islâmicos mataram a tiros três juízes, na Península do Sinai, disseram autoridades. Hoje, o grupo Estado Islâmico reivindicou a responsabilidade pelo ataque em seu boletim de áudio diário em inglês, alegando que matou seis juízes. Não houve nenhuma explicação imediata para a discrepância nos números do boletim, que foi publicado pelo Grupo de Inteligência SITE, uma empresa norte-americana que monitora jihadistas.

Enquanto isso, autoridades disseram que uma bomba explodiu na noite de ontem do lado de fora do principal tribunal no sul da cidade de Assiut, feriando seriamente um policial. Mais cedo neste domingo, uma bomba feriu uma menina perto do tribunal na cidade mediterrânea de Port Said, segundo as autoridades. Fonte: Associated Press.