Milhões de eleitores votam, nesta terça-feira (3), nos Estados Unidos, no pleito que definirá entre a reeleição do republicano Donald Trump e a entrada à Casa Branca do democrata Joe Biden.

Até esta terça, quase 99,6 milhões de pessoas tinham votado antecipadamente, via carta, conforme dados do United States Elections Project, estudo desenvolvido na Universidade da Flórida. 

A expectativa é que pesquisas de boca de urna comecem a sair na noite de hoje, quando os primeiros estados iniciarão o fechamento da votação. O resultado do pleito, no entanto, deve demorar alguns dias. 

Um dos motivos para a demora é que, diferentemente do que ocorre no Brasil, os estados do país norte-americano têm regras eleitorais específicas sobre a contagem (e a recontagem, em caso de necessidade) de votos. 

Além disso, o encerramento da votação ocorrerá em momentos diferentes devido aos fusos horários existentes no país. No Alaska, por exemplo, as urnas serão fechadas às 3h desta quarta-feira (4).

Conforme a Constituição dos Estados Unidos, os estados são obrigados a enviar o resultado da votação em cada unidade da nação ao Congresso até 14 de dezembro.

Votação via carta

Outro fator que deverá atrasar a divulgação do nome do presidente é a votação via carta. A apuração dos dados por este método, que recebeu quase 100 milhões de votos até esta terça, exige mais rigor do que a verificação de autenticidade no pleito que utiliza cédulas diretamente nas urnas.

Nos Estados Unidos, a votação não é eletrônica, como no Brasil.