Uma semana após um criticado pronunciamento em que trouxe à tona até mesmo o passado como atleta para explicar a resistência ao coronavírus, o presidente da República Jair Bolsonaro voltou a falar em rede nacional de rádio e TV. Em meio a panelaços registrados em várias regiões do país, inclusive Belo Horizonte, ele adotou um discurso mais conciliador, chegou a se valer de palavras do secretário-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom (desmentidas pelo dirigente) e, depois de comparar a pandemia a uma 'gripezinha', admitiu estar diante do "maior desafio de nossa geração".

 

 

Bolsonaro manteve no entanto a preocupação com a questão econômica, afirmando que tão importante quanto salvar as vidas ameaçadas pela Covid-19 é encarar as perspectivas de 'desemprego, violência e fome'. "Me coloco no lugar das pessoas e entendo suas angústias", afirmou. E depois de acusar governadores e prefeitos de trabalhar com o conceito de terra arrasada, disse estar empenhado em garantir uma ação conjunta, um pacto que não só os envolva, como também ao Parlamento e ao Judiciário.

"Determinei ao nosso ministro da Saúde que não poupasse esforços. Estão sendo adquiridos novos leitos, já com respiradores; equipamentos de proteção individual, kits para testes e todos os insumos necessários. Determinei ainda ao ministro da Economia que adotasse todas as medidas possíveis para proteger, sobretudo, o emprego e a renda dos brasileiros. No dia de hoje, em comum acordo com a indústria farmacêutica, decidimos adiar, por 60 dias, o reajuste dos medicamentos. Temos uma missão: salvar vidas, sem deixar de lado os empregos. Vamos cumprir essa missão, ao mesmo tempo em que cuidamos da saúde das pessoas. "O efeito colateral do combate ao coronavírus não pode ser pior do que a própria doença. Minha obrigação como presidente vai para além dos próximos meses; preparar o Brasil para sua retomada, reorganizar a economia e mobilizar todos os nossos recursos e energia para tornar o Brasil ainda mais forte depois da pandemia", disse.

O presidente disse entender a dor de quem perde pessoas próximas por causa da pandemia, mais uma vez valendo-se do exemplo próprio. "Eu já perdi entes queridos no passado e sei quanto é doloroso".

 

Uma semana após um criticado pronunciamento em que trouxe à tona até mesmo o passado como atleta para explicar a resistência ao coronavírus, o presidente da República Jair Bolsonaro voltou a falar em rede nacional de rádio e TV. Em meio a panelaços registrados em várias regiões do país, inclusive Belo Horizonte, ele adotou um discurso mais conciliador, chegou a se valer de palavras do secretário-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom (desmentidas pelo dirigente) e, depois de comparar a pandemia a uma 'gripezinha', admitiu estar diante do "maior desafio de nossa geração".