A proximidade da Páscoa e a tradição dos mineiros de se reunirem à mesa para a celebração religiosa da Sexta-Feira Santa pode ser um alento para bares e restaurantes conseguirem faturar um pouco mais e dar um refresco aos caixas tão combalidos. O segmento se encontra com atendimento presencial suspenso para ajudar a conter a pandemia do novo coronavírus. 

Uma pesquisa divulgada pelo Sebrae na última terça-feira mostra que 68% dos pequenos negócios em Minas Gerais vendem por canais digitais como redes sociais, aplicativos e pela internet em geral. E é neste meio que muitos empresários do ramo da alimentação apostam para atender à clientela. 

Alternativa para manter os negócios em funcionamento, o delivery será a arma destes empreendedores para conseguir rechear as mesas e aguçar os paladares das famílias mineiras nessas comemorações. 

A chefe de cozinha Maria Ozana Oliveira, dona do tradicional Buffet Cravo e Canela, investiu em um cardápio sofisticado. Entre as opções estão pratos que têm estrelas das ceias, como o bacalhau – que é oferecido acompanhado de mix de folhas ou incrementado com arroz; o Salmão ao molho teriaki e cream cheese; camarões VG com arroz de polvo, além de outras delícias como Tilápia e massas com filé. 

Para ajudar a incrementar as vendas, a empresária adotou um sistema de entrega grátis para a região Centro-Sul de BH. “Foi uma forma que escolhemos para conseguir atender aos clientes, oferecendo a comodidade do serviço a domicílio, e manter o faturamento”, destaca Maria Ozana.

A mesma expectativa tem Brando Mota, proprietário do Alguidares, restaurante de comida baiana localizado no Sion. Contando exclusivamente com o delivery, que representa 50% do faturamento presencial, o empresário aposta suas fichas no fluxo de pedidos para a Páscoa para conseguir turbinar as vendas. 

“Estamos com um bom volume de pedidos antecipados, principalmente para o domingo de Páscoa. A fidelidade dos clientes é um diferencial neste processo”, explica Brando.

Outra empresária que vê na Páscoa uma tábua de salvação é a Ana Carolina Paranhos. Dona de uma atiliê voltado à produção de doces artesanais, viu a demanda pelos chocolates e ovos de Páscoa crescer.

Para atender à clientela, criou um próprio sistema de entrega e mudou alguns funcionários de função para diminuir custos e aumentar o faturamento.

“Infelizmente, o serviço de delivery é caro e temos que criar alternativas, principalmente neste período em que o número de pedidos cresceu e se torna a oportunidade de aumentar o faturamento”, afirma.

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