Mais da metade dos empresários de materiais de construção de Belo Horizonte e região projetam um segundo semestre positivo para as vendas. A informação consta em levantamento do Sindicato do Comércio Varejista de Material de Construção, Tintas, Ferragens e Maquinismos de Belo Horizonte e Região (Sindimaco), feito em parceria com a área de Estudos Econômicos da Fecomércio MG.

A pesquisa foi realizada na capital e nos municípios de Betim, Confins, Contagem, Lagoa Santa, Nova Lima, Pedro Leopoldo, Ribeirão das Neves, Sabará, São José da Lapa e Vespasiano.
A indicação de melhoria é vista pelo Sindimaco e pela Fecomércio MG como satisfatória, já que o país ainda atravessa um cenário político instável e com perspectiva econômica cautelosa.

O estudo mostra que 9,4% das lojas apresentaram, no primeiro semestre de 2017, faturamento superior em relação ao segundo semestre de 2016. Na comparação com igual período do ano passado, esse índice subiu para 12,5%. No entanto, a pesquisa aponta que 41,5% das empresas viram a receita piorar no primeiro semestre deste ano.

A esperança é a de que o segundo semestre seja mais lucrativo, principalmente sob influência de dois fatores: a melhora na economia e as datas comemorativas. “As expectativas positivas se explicam pelos indicadores de mercado. Hoje temos um processo de desinflação em curso no país, sendo que a pressão sobre o nível de preços acumula menos da metade do que acumulava no mesmo período de 2016. Esse movimento permite a continuidade das quedas nominais dos juros que, no médio prazo, tende a impactar de forma positiva a concessão de crédito às famílias”, avalia o economista da Fecomércio MG, Guilherme Almeida.

Além disso, segundo ele, o mercado de trabalho já sinaliza recuperação de empregos, com geração de postos de trabalho formais, o que favorece os negócios. Dentre as datas que podem ajudar na melhoria do setor, Almeida destaca a Black Friday e as festividades de fim de ano, como o Natal e o Ano Novo.

“Temos também a injeção de dinheiro na economia com o pagamento do 13º e através dos empregos temporários. São fatores que, com o aumento da renda disponível, tendem a alavancar a demanda familiar”, argumenta. A retomada esperada deve resultar na geração de cerca de 260 postos de trabalho no setor na capital e nas cidades pesquisadas.