A troca no Ministério da Fazenda foi vista com bons olhos pelo setor lojista da capital mineira. Mais do que representar uma possível guinada na economia brasileira, a mudança na pasta demonstra que a condução na área é uma prerrogativa da presidente Dilma Rousseff e de mais ninguém.

“O que a gente percebe é que, independentemente de quem entra ou saia, quem tem a mão forte no Ministério é a presidente. O que esperamos é que o novo ministro tenha condição de desenvolver o trabalho que leve o país nesse rumo e, para isso, é preciso equilibrar as contas”, afirma o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), Bruno Falci.

No entendimento do representante dos lojistas, o rumo da macroeconomia está equivocado, o que vem causando deterioração de forma generalizada em todo o país. Neste sentido, o desafio para o novo ministro seria atingir o equilíbrio fiscal. “Nós não podemos correr o risco que a linha adotada seja igual à do Mantega, que flexibilizou demais e agora falta dinheiro para fechar as contas”, observa Falci.

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A busca por esse equilíbrio, na avaliação do presidente da CDL-BH, não pode vir por meio do aumento de impostos, o que já ocorreu anteriormente com o retorno da CPMF, o imposto do cheque.

“Isso tem que vir através de eficiência nos gastos do governo e de uma economia, inclusive da máquina pública. Quem tem que pagar essa conta não são os empresários, muito menos a população. Esperamos que a escolha do Barbosa aponte para este sentido”, alega.