Com apenas quatro anos de mercado, a Zup, empresa de tecnologia criada em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, se prepara para, até 2018, abrir capital na bolsa de valores, com o chamado IPO (do inglês Initial Public Offering, ou oferta pública inicial de ações).
 
Especializada em integração de sistemas, a companhia tem aumentado seu faturamento numa média de 300% ao ano e atualmente tem na carteira de clientes gigantes como Grupo Algar, Natura, MasterCard, Vivo e Santader, entre outros.
 
No mundo em que tempo é dinheiro, a Zup tem na manga uma tecnologia revolucionária. “O que somente poderia ser feito manualmente por uma equipe em anos, nós fazemos com tecnologia em meses. O que seria feito em meses, nós fazemos em semanas ou dias”, explica o fundador e diretor de marketing da companhia, Felipe Almeida.
 
Ele explica que é comum banco de dados e os sistemas de controle e gestão de estoque, relações de produtos comercializados e de clientes não se comuniquem. Com a tecnologia, no entanto, é possível fazer com que um sistema busque informação no outro, tornando a empresa mais rápida nas respostas. A Zup também atua no caso de companhias que precisem se integrar a outros sistemas em caso de fusões ou aquisições. “Não conheço outra tecnologia no mundo capaz de fazer o que fazemos”, afirma.
 
Internacionalização
 
A previsão de Almeida é a de que no ano que vem a companhia inicie processo de internacionalização a partir da América Latina. “Por meio dos clientes que possuem filial em outros países vamos chegar à Europa”, comenta.
 
Atualmente, a companhia emprega 75 pessoas e possui, além da matriz em Uberlândia, filiais em São José do Rio Preto e Ribeirão Preto, e um escritório comercial em São Paulo. Conforme o empresário, a necessidade da contratação de desenvolvedores é constante. “Sempre temos vagas para pessoas que criam tecnologia”, diz.
 
Endeavor
 
Os quadro sócios da Zup foram recentemente selecionados como empreendedores Endeavor durante o 60º Painel Internacional de Seleção da Endeavor, realizado nos Estados Unidos. Só no ano passado mais de duas mil empresas foram avaliadas no Brasil, 300 foram entrevistadas e apenas 8 conseguiram a aprovação final.
 
Ao integrar o grupo, os sócios da companhia passam a ser apoiados pela organização por meio de uma rede de mentores. “Levamos à mesa os problemas que enfrentamos, sejam eles jurídicos ou comerciais, e discutimos soluções com pessoas de peso. São pessoas que realmente se dedicam ao crescimento”, diz Almeida.