Desde que os primeiros automóveis surgiram no final do século XIX até os dias de hoje, muita coisa mudou. Os carros evoluíram, assim como as fábricas e os processo de desenvolvimento. A Fiat Strada marca um novo momento na fábrica da FCA, em Betim. Trata-se de um carro que foi desenvolvido com o que mais de moderno nas instalações do grupo ítalo-americano. 

Das pesquisas de mercado, passando pelo Design Center, que definiu as formas da picape, a Strada é fruto dessa nova fase. Antes que o primeiro protótipo fosse construído, o utilitário já existia nos laboratórios de matemática. É como são chamadas as instalações em que o carro é feito em ambiente virtual. Lá tudo é aferido em simulações que buscam todas situações reais. Temperatura, clima, relevo, ruídos e até a aspereza dos materiais são aplicadas nessa Matrix automotiva.

Mas antes disso, o time desenvolvimento foi até a prateleira para saber o que havia na “dispensa”. Isso mesmo, no mundo virtual é possível criar de tudo, mas um carro de verdade exige parâmetros mais complexos. Foi preciso selecionar os componentes que já existiam e aqueles que deveriam ser projetados para o novo carro. Depois de escolher as peças “reais”, tudo isso foi levado para o computador.

Ainda em ambiente virtual, a Strada foi testada na prática. Num simulador, o carro foi dirigido pelo time de desenvolvimento. Antes mesmo de existir já era sabido como a nova carroceria iria se comportar nas curvas. Foi possível saber como a suspensão reagiria à carga máxima na caçamba. Da mesma forma que foi possível saber como os motores responderiam às diferentes condições de uso. Até mesmo o crash test é feito de forma virtual, com índice de precisão impressionante.


Com tudo atestado, carimbado e aprovado, foi dado início ao processo de produção dos protótipos. Nessa fase são construídas diversas unidades para validar tudo o que foi desenvolvido nos computadores. Depois de tudo pronto, a Strada foi levada para o teste de colisão, que é feito num laboratório na unidade de Betim. Esse galpão de testes permite que a FCA brasileira desenvolva um carro completo sem a necessidade de enviá-lo para a Itália, Estados Unidos ou China.

Após a confirmação de tudo que já tinha sido feito em ambiente virtual, foi feito uma das poucas tarefas que não se pode reproduzir no computador: Dar aquele polimento na carroceria e sentir o “perfume” inigualável do carro novo.