O novo governador de Minas, Alberto Pinto Coelho, eleito vice-governador em 2010 pelo PP, numa coligação com o PSDB, e que sucedeu nesta sexta-feira (4) ao tucano Antonio Anastasia, dará neste sábado entrevista coletiva para anunciar a formação de seu governo. Quaisquer que sejam os escolhidos, não haverá surpresas, pois estarão todos eles orientados a dar continuidade aos programas em execução no Estado.
 
Ao chegar à Assembleia Legislativa às 10h35 de sexta-feira, Pinto Coelho disse em rápida entrevista que dará continuidade aos governos Aécio e Anastasia, buscando avançar na execução dos programas essenciais. E disse que vai procurar também que seu partido se alie, nacionalmente, à campanha do senador Aécio Neves à Presidência da República. 
 
Entre os que lotaram o plenário e as galerias do Palácio da Inconfidência, para a posse de Pinto Coelho – a transmissão do cargo foi logo em seguida, no Palácio da Liberdade –, estava o pré-candidato do PSDB ao governo de Minas, Pimenta da Veiga. Em entrevista à TV Assembleia, pouco antes do início da solenidade, ele disse que, se eleito, dará prioridade absoluta para a educação, buscando “grande parceria com os professores, que precisam ser cada vez mais valorizados”. 
 
Foram muitos os avanços na gestão do Estado, inclusive na educação, desde que Aécio Neves assumiu o governo em 2003, tendo como vice o professor Anastasia, que estreava então num cargo político. Ao final de duas gestões como governador, Aécio, que já tinha grande experiência como deputado federal, não teve dificuldade para se eleger senador. E a mesma facilidade pode esperar Anastasia, caso seja lançado candidato ao Senado, a julgar por certas análises políticas que se baseiam em sua popularidade.
 
Ele deixa a seu vice um bom legado, o que não significa que não restem graves problemas a exigirem atenção do sucessor. O principal deles é o da segurança pública. Em seu discurso de posse, Pinto Coelho disse que, devido à violência, morrem no Brasil 50 mil pessoas por ano e mais de 50 mil são estupradas. O motivo seria a ausência de uma política nacional de segurança pública e a elevação da “insidiosa concentração de poderes e recursos” no governo federal. 
 
Na opinião do novo governador, que se declarou no discurso um “municipalista e federalista”, essa concentração de recursos é fonte dos problemas que afligem os brasileiros. Faltam recursos para várias áreas, como a da saúde, enquanto o governo se preocupa em garantir o superávit primário.
 
Aos 68 anos, Alberto Pinto Coelho deve conhecer muito bem todos os problemas de Minas, após quatro legislaturas como deputado estadual e três anos como vice-governador. Para lidar com eles, terá apenas nove meses. Mas esse é o tempo que leva o homem para nascer – e a cada nascimento, é uma esperança que se renova.