O Governo do Estado deve anunciar, ainda neste segundo semestre, ações para desburocratizar os negócios dos pequenos e microempresários. Maior investimento na digitalização de processos deve ser uma delas. Outros detalhes, porém, não foram informados. O anúncio foi feito pelo governador Romeu Zema na manhã desta sexta-feira (14).

O chefe do Executivo participou de uma live durante o lançamento do programa Desenvolve Minas. O projeto é da Associação Mineira de Municípios (AMM) em parceria com Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

“Quem conhece um pequeno empreendedor sabe que, muitas vezes, o Estado é quem atrapalha, atrasa e complica a vida de quem quer produzir. Temos que acabar com esse círculo vicioso que só fez crescer nos últimos anos”, afirmou Zema.

O governador foi convidado pela AMM para falar no lançamento do programa que visa a fortalecer o trabalho de pequenos empreendedores no interior. Criado a partir da assinatura de um contrato em dezembro do ano passado, o programa tem o objetivo de fortalecer o empreendedorismo no Estado, oferecendo cursos de capacitação e orientação aos microempresários, em especial os do agronegócio.

Devido à pandemia de Covid-19, as ações devem ser realizadas de maneira virtual. “Inicialmente, iríamos às quatro regiões da AMM, levando cursos, palestras e workshops, oferecendo suporte jurídico e contábil para as empresas se estruturarem, mas fomos acometidos pela pandemia e fizemos um redesenho”, explicou o presidente da AMM, Julvan Lacerda, prefeito de Moema.

Segundo ele, a intenção é unir a capilaridade do trabalho desenvolvido pela associação de municípios com a expertise do Sebrae - presente em 55 cidades do Estado. “Os municípios estão sendo muito impactados pela retração econômica e precisamos fomentar especialmente o trabalho do pequeno produtor”, disse.

O diretor técnico do Sebrae, João Cruz, explicou que a pandemia afetou profundamente os pequenos negócios em todo o Estado. Segundo ele, foram perdidos 75 mil postos de trabalho e houve um crescimento de 6% no fechamento de micro e pequenas empresas. “É uma crise sem precedentes e, para vencê-la, precisamos de esforços de todos”, afirmou o diretor, acrescentando que as estratégias vão levar em conta as demandas microrregionais.

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