O temor para visitação das cidades históricas é latente. Dezenas de mensagem chegam diariamente pelos canais de comunicação do Estado para saber se é seguro viajar para as cidades históricas, conforme o superintendente de Políticas do Turismo de Minas Gerais, Rafael Oliveira. Segundo ele, o turista pode ficar tranquilo. “Segundo a Defesa Civil, os locais estão seguros para visitação. Nós divulgamos essa informação pelas nossas redes sociais”, diz. 

De acordo com o superintendente, uma campanha mais intensa será realizada pelas redes sociais para atrair o público para as cidades que estão sofrendo com a perda de turistas. “Algumas prefeituras e parceiros entraram em contato, pois viram diminuição de turistas”, lamenta.

Em Mariana, a quantidade de turistas diminuiu drasticamente após o rompimento da barragem de Fundão, em 2015. Segundo o secretário de Cultura e Turismo do município, Efraim Rocha, na Semana Santa deste ano a prefeitura fará um levantamento para saber como está o movimento na cidade.

Segundo o secretário, o “para e siga” na estrada que liga Mariana a Belo Horizonte atrapalha o turismo. “Há placas que informam sobre risco de inundações em determinado trecho. Isso inibe a vinda de pessoas, que pensam ‘como eu vou passar em uma área que tem risco de inundação?’. Enquanto essa questão não for resolvida, há um receio de diminuição de vinda de turistas”, comenta.

Em 2018, a hotelaria de Tiradentes registrou taxa de ocupação de 94%. Para 2019, a previsão é a de que chegue a 80%, conforme afirma a presidente da Associação Empresarial de Tiradentes (Asset), Rejane Cunha. 

Na avaliação da representante do setor, a retração reflete mais o cenário econômico do país do que o medo de barragens. “O pessoal está deixando para fazer reserva de última hora. Não estão se programando como no ano passado. Todos os eventos têm percebido uma diminuição de 5% a 10%. O Carnaval deste ano, por exemplo, teve queda de 5% na ocupação”, diz.

Para aumentar a atração de turistas, a associação divulgou nota nas redes sociais informando a segurança da cidade. A expectativa é a de que os agentes do comércio e do turismo repliquem o texto, dando maior visibilidade ao assunto. 

“A associação serve como um suporte para os empresários. Alguns deles haviam relatado que os clientes estão com medo. Por isso, nossa nota foi feita com base em análise de bombeiros voluntários e Secretaria de Saúde. A barragem mais próxima a Tiradentes está a 300 km daqui. Não há problemas nas estradas para chegar à nossa cidade”, diz.