Uma pesquisa realizada por alunos do Departamento de Estatística da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) prevê, nesta segunda-feira (4), que o pico de casos da Covid-19 no Brasil iniciará no dia 18 deste mês, caminhando até 1º de junho, e alcançará, nesse período, um total de mais de 500 mil infectados no país. O estudo também traz dados sobre Minas e afirma que, no Estado, o pico já teve início.

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Previsão de curto e longo prazo para COVID-19

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Resultado de um trabalho conjunto entre professores e estudantes de pós-graduação em Estatística da UFMG, o estudo mostra, por meio do cruzamento de dados de contágio e estimativas atualizadas diariamente, que o Brasil viverá um pico de casos de Covid-19 no 18 de maio, momento que estarão sendo registrados 7 mil novos infectados por dia.

O dado tem 95% de probabilidade de estar correto. Nessa ocasião, conforme a performance do estudo a longo prazo, o país terá 502.758 pessoas contaminadas. 

Como o banco de dados é abastecido a cada dia, os pesquisadores relembram que a data do pico ou o número de casos podem sofrer alterações. "Outro ponto importante é que essas previsões são sempre baseadas na manutenção das condições no dia em que a previsão foi feita, incluindo as condições de isolamento. Alterações podem causar mudanças substanciais nas previsões", informou o grupo de estudo, em nota.

Pico em Minas

Em Minas, o mesmo estudo, que é atualizado diariamente e traz previsões a curto e longo prazos, afirma que o ápice dos casos teve início na última quinta-feira (30), e se estenderá até o próximo dia 23. Ao fim desse, segundo o estudo, haverá 5188 pessoas contaminadas pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Estado.

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Nesta segunda-feira (4), o secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, afirmou que o pico da pandemia está previsto para o dia 6 de junho. Atualmente, segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES), Minas tem 90 mortes causadas pela Covid-19, além de mais de 2,3 mil doentes – outras mais de 89 mil notificações seguem pendentes de exames de confirmação.

A reportagem entrou em contato com o grupo de pesquisadores para entender a divergência de dados sobre o pico em Minas do estudo e dos dados divulgados pelo Estado e aguarda um retorno.

Curto e longo prazos

O estudo trabalha com dois intervalos de medição. A primeira é mais breve e trata dados em um período de uma a duas semanas, com o objetivo de apresentar números sobre casos confirmados e óbitos causados pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2).

Já o segundo tipo de previsão, conforme os pesquisadores, abrange um período maior e tem como objetivo traçar um panorama mais completo da pandemia, respondendo às seguintes questões: quando o número de casos deixará de crescer e começará a decair? Quantas pessoas essa pandemia irá adoecer? Quando podemos esperar que a pandemia seja encerrada?