Os Estados Unidos podem lançar novas sanções a líderes rivais do Sudão do Sul para pressioná-los a aceitar um acordo de paz até meados de agosto, informou um alto funcionário do governo americano.

O presidente dos EUA, Barack Obama, deverá convocar na segunda-feira (27) uma reunião na capital da Etiópia com líderes africanos que têm tentado mediar um acordo de paz que acabe com a guerra civil no Sudão do Sul. O encontro deve incluir líderes do Quênia, Uganda e Etiópia, o presidente da União Africana e o ministro das Relações Exteriores do Sudão do Sul.

Uma fonte do governo americano comentou com jornalistas durante o voo que levava Obama de Nairóbi para Addis Ababa que o melhor cenário seria ambos os lados aceitarem o plano de paz até 17 de agosto, mas há pouca expectativa de que isso aconteça.

"Eu não acho que ninguém deve ter grandes expectativas de que haverá avanços", disse. "As partes mostraram-se completamente indiferentes ao seu país e ao seu povo, e isso é uma coisa difícil de corrigir."

Obama vai discutir com os líderes regionais passos concretos para um plano alternativo se o prazo terminar sem acordo. As opções em análise incluem sanções adicionais sobre indivíduos que têm como alvo seus ativos e capacidades de viagens, bem como sanções mais amplas dos EUA e em cooperação com países africanos, a União Europeia e as Nações Unidas.

Um embargo de armas também está em questão, de acordo com a fonte. "Mas o ponto é que precisamos encontrar ferramentas que afetem os dois lados igualmente, e o embargo de armas afeta mais um lago que os dois", comentou a autoridade. Fonte: Dow Jones Newswires.