Ao daltônico, cego, surdo ou analfabeto, a criação de sites totalmente acessíveis. Aos pacientes com próteses, o fim de um drama, com a detecção rápida e precisa das constantes inflamações ou infecções. E ainda há espaço para uma ferramenta que prioriza adaptações às mudanças climáticas, jogos pedagógicos capazes de ampliar o ensino da Língua Brasileira de Sinais (Libras), monitoramento inteligente da dengue e um aparelho portátil que detecta fraude no leite.

Esses são apenas alguns dos projetos de tecnologia e inovação financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), que serão apresentados ao público mineiro amanhã e terça, no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, a partir das 9h. Setenta soluções que buscam melhorar o dia a dia das pessoas estarão expostas na 1ª edição do Inova Minas Fapemig. A entrada é gratuita.

“Em quais projetos a Fapemig aplica o orçamento recebido pelo Estado para o financiamento de pesquisas? Quais avanços podem ser proporcionados? Esses são os objetivos deste evento, no qual as pessoas poderão conversar com os cientistas, relatar as suas necessidades e conhecer quem tem o que a oferecer”, explica o professor Evaldo Ferreira Vilela.

À frente da Fapemig, Vilela é o entrevistado de amanhã do Página Dois, do Hoje em Dia. Ele falará, dentre outros assuntos, da necessidade de se ampliar as relações entre a inovação e os cidadãos.

“O que nos falta é exatamente fazer um diálogo entre a ciência e a sociedade para melhorar a pesquisa. E, nesse meio, os empresários jovens do Brasil se mostrarem mais, até mesmo para convencer o governo de que esse é um campo interessante”, disse.

Conforme o presidente da Fapemig, o público irá se surpreender com os projetos apresentados no Inova Minas. Os principais destaques, segundo Vilela, são os resultados obtidos para o tratamento e a cura de doenças, combate à dengue e economia da água.

A mostra ainda trará debates, troca de conhecimento e a entrega do prêmio Marcos Luiz dos Mares Guia 2015, que destaca instituições e pesquisadores do meio científico. O Fórum Mineiro de Inovação também será realizado durante o evento.

Sorte que a natureza dá um jeito em tudo. Daqui a pouco cai uma chuva boa e lava essa sujeira toda”.

Mas quando a lama passou, “lenta e malvada”, como descreve José Lino, ele ficou observando perplexo. “Veio para me dar trabalho, porque agora tenho que buscar água longe e de carroça”.

Vizinho do idoso, o fazendeiro Décio Coelho, de 82 anos, calcula os prejuízos. As cem cabeças de gado bebem água no rio e podem contrair botulismo, doença provocada pela putrefação de peixes.

Na seca, a luta foi com a falta de pastagens. “Essa lama tinha que passar em Brasília. É revoltante ver tudo isso acontecer por falta de fiscalização”, reclama, contando que foi caixeiro viajante e trabalhou pesado para ter conforto na velhice. Ele acionou a Samarco na Justiça, exigindo a construção de poços artesianos.

Praia Suja

Em Tumiritinga, o complexo turístico da Prainha do Jaó, tombado pelo patrimônio municipal, foi comprometido. O local, com suas areias brancas, atrai mais de 10 mil pessoas, por dia, no Carnaval. A prefeitura também quer reparação da empresa na Justiça.