Um tribunal francês absolveu nesta sexta-feira o ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) Dominique Strauss-Kahn, de acusações de que ele teria ajudado a operar uma suposta rede de prostituição. A absolvição põe fim a uma saga judicial que tem perseguido o ex-chefe do FMI e ex-candidato presidencial na França.

Straus-Kahn foi absolvido de acusações de "proxenetismo" (obtenção de vantagens econômicas com a prostituição alheia), disse um porta-voz do procurador Frédéric Fèvre, da cidade de Lille, no norte da França, onde ocorreu o julgamento. A decisão não foi considerada uma surpresa, já que durante as audiências, em fevereiro, Fevre disse que não havia provas suficientes para demonstrar que Strauss-Kahn foi um dos organizadores da rede.

O julgamento de Lille foi o último de uma série de acusações sexuais contra Strauss-Kahn nos últimos anos. Sua posição no topo do mundo das finanças globais balançou depois de ele ter sido preso em Nova York há quase quatro anos sob a acusação de ter abusado sexualmente a funcionária de um hotel. Ele negou as acusações e o caso foi posteriormente abandonado. Após a sua detenção em Nova York, renunciou ao cargo no FMI e mais tarde abandonou a vida política.

Durante o julgamento, Strauss-Kahn teve de se defender da alegação de que organizava festas sexuais envolvendo prostitutas, realizadas em Paris, Bruxelas e Washington, enquanto ele era o chefe do FMI. Ele e seus advogados têm dito repetidamente que, embora ele tenha de fato participado de algumas festas, não tinha conhecimento de que havia alguma prostituta entre as mulheres presentes.

Strauss-Kahn explicou ao tribunal que, por conta de seu estilo de vida muito ocupado à frente do FMI, não seria possível organizar festas desse tipo. "Minha agenda não podia me permitir", disse, durante o julgamento de fevereiro. Ele mencionou suas funções no FMI, suas ambições políticas e um casamento complicado. O que ele queria com as festas de sexo, admitiu, era compartilhar "momentos festivos e divertidos." Fonte: Associated Press.