O ex-vereador Valdelei José de Oliveira, o prefeito e o vice-prefeito, junto com mais 11 pessoas foram indiciados por fraude em licitações que teriam garantido aprovações de projetos de leis do Executivo na Câmara Municipal de Monte Carmelo, no Alto Paranaíba. O ex-vereador, que foi presidente da Câmara Muncipal, encontra-se preso sob suspeita de ter mandado o filho Juliano Aparecido de Oliveira atirar contra o promotor de Justiça Marcus Vinícios Ribeiro Cunha, em janeiro deste ano. O promotor foi ferido mas se salvou.

A apuração que o promotor fazia sobre o desvio de verbas públicas, ação da operação "Feliz Ano Novo", seria o motivo do atentado, segundo investigou a Polícia Civil. Valdelei foi cassado pelo envolvimento nas fraudes e por isso o filho teria tentado matar o promotor. A delegada responsável pelo caso, Karen de Paula Lopes, pediu que os envolvidos fossem presos e que aqueles que ocupam cargos públicos se afastem da ocupação, como é o caso do prefeito Fausto Reis Nogueira (PT) e do vice-prefeito João Batista Chaves Filho (PHS). Porém, a Justiça ainda não se manifestou sobre os pedidos.

Ainda conforme as apurações da PC, quatro processos licitatórios foram manipulados para que a Regional Construtora & Engenharia Ltda, pertencente ao então vereador Valdelei, fosse a vencedora. Ele se utilizava de “laranjas” para poder entrar nos processos licitatórios, com o auxílio do seu financiador de campanha, o empresário Mário Sérgio Silva Gotti. O filho do empresário e o cabo eleitoral do ex-vereador, Maurenísio eram oficialmente os donos da empresa criada exclusivamente para participar das licitações.

O ex-secretário de Fazenda do município, Valdivino dos Reis da Cunha, um dos presos na Operação “Feliz ano Novo”, revelou que foi orientado pelos superiores a garantir que a Regional Construtora & Engenharia Ltda ganhasse as quatro licitações, que somadas custaram R$ 463 mil a Monte Carmelo. Em troca disso, o ex-vereador garantia apoio da câmara aos projetos do prefeito votados na casa. A organização criminosa, segundo a PC, ainda seria suspeita de ter alvejado a casa do vereador Wilson Dornelas, testemunha do caso.

Além do prefeito, do vice, do ex-secretário da Fazenda, do ex-vereador e do empresário Mario Gotti, estão indiciados o ex-secretário de Governo e Gestão, Osmildo Moura; o procurador do Município, Edésio Henrique Santos; os servidores públicos Rodrigo Constantino de Aguiar e Marcos César Tozato: a contadora da Regional Construtora & Engenharia Ltda  e também servidora da Controladoria Financeira da Câmara Municipal, Iara Coelho; Marco Antônio Nunes de Souza e os empresários Helder Falcão Aragão,  Manoel Aparecido Duarte  e  Aldo de Sousa Filho.