A apuração dos votos na capital mineira começou em atraso, em relação a outras capitais como Curitiba e Salvador. De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG), o processo, porém, ocorreu como o previsto. É que na capital mineira todas as urnas precisam ser transportadas para uma das 18 zonas eleitorais para apuração e pode ser que ocorram alguns imprevistos nesse trajeto. Em Curitiba, por exemplo, os dados das urnas são transmitidos diretamente dos locais de votação, o que acelera o processo.

"As eleições em Minas transcorreram na normalidade. Apesar dos atrasos, a expectativa é que a apuração em Belo Horizonte termine antes das 22h e, em Minas, até à meia-noite", explica o vice-presidente do TRE-MG e desembargador Edgar Amorim.

Pelo terceiro ano consecutivo, Minas Gerais não precisou ter suas urnas substituídas por votação manual.Até o momento, 387 urnas precisaram ser substituídas no estado, sendo 96 delas em Belo Horizonte.Até amanhã, porém, esse número pode mudar, segundo o TRE-MG porque os delegados das zonas de votação ainda estão atualizando seus números

Minas Gerais também foi o estado que registrou maior número de ocorrências. Foram 275 pessoas conduzidas pela Polícia Militar, sendo que 80 delas, em sua maioria, eram candidatos a vereador. "Apesar desse número, não tivemos nenhuma ocorrência que pudesse comprometer a lisura do processo eleitoral", salienta Amorim.

Votação

Belo Horizonte terá segundo turno entre os candidatos João Leite (PSDB) e Alexandre Kalil (PHS). Além da capítal mineira, haverá segundo turno nas cidades de Juiz de Fora, entre Bruno Siqueira (PMDB) e Margarida Salomão (PT), e Contagem, entre Carlin de Moura (PCdoB) e Alex de Freitas (PSDB). Outras cidades que tinham possibilidade de ter segundo turno em Minas já tiveram eleitos seus prefeitos ainda em primeiro turno. Em Uberaba, venceu Paulo Piau (PMDB), em Betim saiu eleito Victorio Mediolli (PHS). Em Governador Valadares, foi eleito André (PSDB) e em Uberaba venceu Paulo Piau (PMDB).