Seis feriados prolongados devem motivar 734,3 mil viagens extras para Minas Gerais e injetar R$ 816,2 milhões na economia do Estado. Em 12 de outubro, quando é comemorado o dia de Nossa Senhora Aparecida, são esperados R$ 150,8 milhões, com 135,7 mil viagens para destinos mineiros, segundo levantamento do Ministério do Turismo. Os números dizem respeito a toda a cadeia do turismo.

Potencial para atrair o turista, Minas Gerais tem de sobra. Mas também há problemas, como a malha rodoviária precária.

No estudo do Ministério do Turismo, foram consideradas as datas de 21 de abril (Tiradentes, terça-feira), 1º de maio (Dia do Trabalho, sexta-feira), 4 de junho (Corpus Christi, quinta-feira), 7 de setembro (Independência do Brasil, segunda-feira), 12 de outubro (Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, segunda-feira) e 2 de novembro (Finados, segunda-feira). Carnaval, Semana Santa, Natal e Réveillon ficaram de fora do estudo, que foi realizado pela primeira vez e, portanto, não tem base de comparação.

“O Estado é diversificado, tem atrações para todos os gostos”, explica Marcos Valério Rocha, presidente regional da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), entidade que inaugurou recentemente um escritório próprio em Belo Horizonte.

Como exemplo, ele cita as cidades históricas, como Ouro Preto e Congonhas, o circuito das águas e as cidades que oferecem os esportes radicais. “Outros estados, no entanto, têm como atrativo apenas sol e mar. São ótimos atrativos, mas poucas opções”, comenta.

Em contrapartida, há entraves que desestimulam as viagens para o Estado, segundo o presidente da FBHA.

Ele cita a malha aérea incipiente, o mau estado de conservação das rodovias que cortam Minas e a distância entre as cidades. Rocha afirma, ainda, que os problemas econômicos têm impacto direto no turismo.

“Se as pessoas tiverem que cortar algo, as viagens estão na linha de frente”, alerta.

Para o vice-presidente Financeiro da Associação Brasileira de Agências de Viagens em Minas Gerais (Abav-MG), José Maurício de Miranda Gomes, a situação econômica atual, que refletiu na alta do dólar, fez com que as pessoas investissem mais nos destinos domésticos. E, dessa forma, é possível que Minas seja privilegiado.

A presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis em Minas Gerais (ABIH-MG), Patrícia Coutinho, afirma que os números revelados pela pesquisa do ministério apontam a importância da cadeia do turismo para a geração de renda e impostos.

“São números expressivos, que indicam o quanto o turismo é fundamental para o desenvolvimento do Estado”, comenta.

Em Belo Horizonte, no entanto, a grande quantidade de leitos, fruto da construção de novos hotéis, somada à situação econômica e à falta de estrutura da cidade para receber eventos de negócios, fazem com que a Taxa de Ocupação (TO) dos empreendimentos da capital em março gire em torno de 40%. Uma TO saudável seria em torno de 70%.