O governador do Estado, Fernando Pimentel (PT), está reunido com representantes de movimentos sociais no Palácio da Liberdade, região Centro-Sul de Belo Horizonte, para discutir o processo político no país, o qual classificam como "golpe". Durante a tarde desta terça-feira (26), manifestantes marcharam pela capital mineira em defesa do mandato da presidente Dilma Rousseff (PT) e contra o impeachment, aprovado pela Câmara dos Deputados e que está agora no Senado.

Os integrantes do Movimento dos Sem Terra (MST) se unem a representantes de 23 movimentos sociais que se aglomeram na Praça da Liberdade com faixas e placas com dizeres a favor ao mandato da petista e contrários ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB). Segundo o Gabinete Militar do Estado, que realiza a segurança no local, mais de 1500 pessoas integrantes da "Marcha pela Democracia" participam do ato. Uma grande tenda foi armada nos jardins do Palácio para receber os trabalhadores, membros dos movimentos sociais e apoiadores ao governo petista que proclamam cantos e palavras de ordem.

"A mobilização é contra o golpe, é pela democracia. A gente se fortalece para garantir novas manifestações", afirmou a integrante do MST Geanini Hackbardt, da Zona da Mata.

Marcha

Os integrantes do MST iniciaram a marcha em Ouro Preto, na última quarta-feira (20), onde estiveram presentes na cerimônia de entrega da Medalha da Inconfidência. Em seguida, passaram por Mariana, onde entraram em choque com a Polícia Militar ao manifestarem na porta da mineradora Samarco, responsável pela barragem de Fundão, que se rompeu no ano passado destruindo boa parte do distrito de Bento Rodrigues. Ao todo, foram 190 quilômetros percorridos até a chegada na Praça da Liberdade.

Nesta terça-feira (26), eles passaram boa parte do dia na região Leste de Belo Horizonte, vindos de Sabará, região Metropolitana da capital.

Com a manifestação e o horário de pico habitual, o trânsito na região da Praça da Liberdade está congestionado.

Confira imagens da manifestação: