O Dia das Mães se aproxima e com ele a expectativa otimista do comércio varejista. A data, considerada a segunda melhor do ano em termos de vendas, gera um impacto positivo para 65% dos lojistas de Belo Horizonte. É o que aponta a pesquisa da Federação do Comércio de Minas Gerais (Fecomércio), divulgada ontem. Entre os fatores que dão ânimo ao empresariado está a injeção de recursos oriundos do saque das contas inativas do Fundo de Garantia por tempo de Serviço (FGTS), apontada por 13% dos empresários.

Em Minas, mais de 1 milhão de trabalhadores já sacaram os recursos disponíveis nas duas primeiras fases do cronograma (pessoas nascidas nos meses de janeiro a maio), totalizando R$ 1,2 bilhão, segundo a Caixa.

A vendedora Raphaela Fernandes, que já foi contemplada com o pagamento do benefício em abril, disse que parte do dinheiro será destinado à compra do presente da mãe. A outra foi aplicada na poupança. “Mãe é mãe. Então, penso em comprar algo útil para ela que custe até R$ 500”, disse.

O estudante William Ribeiro também pensa em homenagear a mãe com um presente cujo preço alcance até R$ 500. Para tanto, também utilizará parte do montante referente à conta inativa do FGTS, que receberá apenas em junho. “Farei a compra do presente parcelada. Quando receber o FGTS, pago as prestações e guardo o restante para pagar exames e curso de piloto”, explica.

Para o economista da Fecomércio, Guilherme Almeida, responsável pela pesquisa, além dos recursos disponibilizados por meio do FGTS, a projeção de obter bons negócios se deve também ao próprio apelo emotivo da data.

“Temos de levar em consideração também que houve uma recuperação do cenário econômico em relação aos últimos dois anos, com redução das taxas de juros. E a inflação está metade do que foi registrada no início do ano passado”, afirma.

Em relação ao gasto médio para as compras, mais da metade dos entrevistados espera que os valores sejam de até R$ 100, principalmente nos casos de pagamentos à vista (59,0%).

Ainda segundo a pesquisa, 46,5% dos consumidores belo-horizontinos irão presentear as mães. Para 72,4% deles, o presente não ultrapassará o valor de R$100. Já entre os entrevistados que disseram que não irão às compras, 42,% informaram que já não têm a quem presentear. Outros 20,7% afirmaram que estão desempregados. Entre os produtos mais procurados estão roupas (35,7%), artigos de perfumaria (18,3%) e calçados (13,5%).

 

63% dos lojistas da capital pretendem realizar promoções para atrair o consumidor