A epidemia dos utilitários-esportivos (SUV’s) tem feito vítimas no mercado de automóveis. Depois da mortandade de peruas como a Golf Variant, que foi sepultada para abrir espaço ao T-Cross, dois outros modelos deixam de ser vendidos no mercado brasileiro, o Ford Focus e o Citroën C4 Picasso. 

São modelos bastante distintos, mas que foram duramente impactados pela febre dos jipinhos. O cadafalso do Focus já era pedra cantada. Quando a Ford renovou o hatch na Europa a atualização não chegou até a planta de Coronel Pacheco (Argentina), onde o modelo era importado para o Brasil desde 2000.

A morte do Focus faz parte do plano de reestru-turação global da marca norte-americana, que decidiu que não lançará novas gerações de sedãs nos Estados Unidos. A marca concentrará estratégia justamente nos utilitários-esportivos. Por hora, só o Mustang está salvo.

No ano passado, o Focus emplacou 2.933 unidades do hatch e 4.256 do sedã. Resta saber o que será que a marca do Oval Azul pretende colocar para preencher o buraco em Coronel Pacheco. Há quem aposte no utilitário Ecape (Kuga), que acabou de receber nova geração e compartilha a base do Focus. Outra aposta é o chinês Territory, que deu as caras no Salão de SP como um adversário para combater o Jeep Compass, mas depois caiu no esquecimento. 

Outra aposta é num modelo compartilhado com a VW. Na Argentina, as duas são separadas por uma cerca (as fábricas eram uma só na época da malfadada Autolatina) e já anunciaram uma parceria para desenvolver uma picape, que pode ser a Tarok, também mostrada no Salão do Automóvel.

Minivan
Quem também deixou o mercado foi a minivan C4 Picasso. Importada da França, o modelo sempre foi reconhecido pela excelência em conforto e comodidade à bordo. Ofertado com opção de cinco e sete lugares (Grand C4 Picasso) e equipado com motor turbo 1.6 de 165 cv, no ano passado foram apenas 298 unidades vendidas. Este ano, só 36. Bom que abre caminho para o C4 Cactus.

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