As festas de fim de ano normalmente correspondem ao melhor período para o comércio. E no mercado cervejeiro não é diferente. Natal, Ano Novo e confraternizações das empresas fazem com que as cervejarias artesanais estimem um aumento entre 30% e 40% nas vendas, em relação à comercialização da bebida em outros períodos do ano.

Além de a cerveja artesanal ter caído no gosto do público mineiro, os empresários do setor vem investindo em um serviço que tem impulsionado cada vez mais a procura por esse tipo de produto - o delivery de cervejas artesanais.

O sistema foi criado para oferecer uma opção mais prática e cômoda aos clientes.
Normalmente, as cervejarias oferecem um pacote completo, que contempla a cessão da chopeira, a instalação do equipamento, a retirada do mesmo após o evento e copos personalizados.

Proprietário da Cervejaria Verace, Eduardo Petri destaca as vantagens do serviço em relação ao modelo tradicional de consumo de bebidas, especialmente nas confraternizações empresarias e nas festividades de Natal e Réveillon.

“Ao invés de manusear dezenas de garrafas, a empresa oferece toda a estrutura, em parceria com duas distribuidoras, com serviço completo. O cliente só tem a preocupação de pedir. Depois recebe todo o pacote no endereço combinado”, explica.

Além da praticidade do delivery, Petri credita o aumento na procura pelas cervejas artesanais à recuperação, mesmo que ainda tímida, da economia. Segundo ele, com a retomada econômica, o empresário e o consumidor ganham mais confiança para gastar. “O cliente passa a ter coragem de investir em uma festa maior e melhor”, diz.

Sabor diferente
Outro fator apontado como motivo para o crescimento das vendas da cerveja artesanal é a maior qualidade do produto em relação a outras bebidas à base de cevada encontradas no mercado.

Proprietária da Cervejaria Gangster, Flávia Mara destaca que o consumidor está mais exigente em relação a “loura gelada” que vai consumir.
“A cerveja artesanal é um produto de qualidade. Nessas festas de fim de ano, as pessoas buscam um sabor diferente, especial, tanto nas bebidas quanto nas comidas, já que se tratam de celebrações especiais”, afirma.

Cervejaria

Aloisio Pereira, da Loba, prevê aumento de 30% nas vendas em 2017


Para conquistar o paladar da clientela, as empresas também apostam na variedade dos tipos de cerveja, que se adequam ao clima e aos acompanhamentos escolhidos pelos consumidores.

Cervejarias como Austen, Dunn e Loba, que distribuem as bebidas na Região Metropolitana de Belo Horizonte, oferecem produtos do tipo Pilsen (tradicional), Ipa, Amber Lager e estilo Stout, por exemplo.


Na crise, cerveja artesanal rouba espaço do whisky e do vinho como opção de presente

Reservas em bares e restaurantes são tradição nessa época, mas nos últimos tempos a realização desse tipo de festas em casas ou salões de prédios têm se tornado cada vez mais frequentes por conta dos custos mais baixos.

Na Austen, por exemplo, durante as festas, as vendas têm crescimento de 40% e as expectativas para este ano são promissoras. Na cervejaria Loba, a previsão é a de um aumento de 30% nas vendas em 2017.

As cervejas especiais também têm conquistado um lugar além dos brindes. Para Harlison Soares, um dos sócios da cervejaria Gangster, muitos consumidores vem escolhendo a bebida como opção de presente. “Talvez por conta da crise, as pessoas vem optando pela cerveja artesanal, ao invés dos tradicionais vinho e whisky. Além da qualidade, tem um custo menor”, explica.

Harlison acredita em aumento de 40% no faturamento. “Houve um grande impulso tanto no delivery de chope quanto na aquisição de garrafas. A economia está aquecida e o pagamento do 13º salário dá maior disposição para gastar. Apostamos em aumento de até 40% nas vendas”, diz.