Fiscais do Ministério do Trabalho resgataram 22 pessoas que trabalhavam em situação análoga à escravidão em na lavoura de café de uma fazenda em Pratinha, no Alto Paranaíba. Entre os resgatados, havia um adolescente, de idade não revelada.

De acordo com o órgão, o grupo trabalhava das 5h30 às 18h, com a promessa de recebimento de R$ 10 por saca colhida. A jornada exaustiva, o iminente risco à saúde e a relação de emprego sem carteira assinada fizeram com que a fazenda fosse autuada.

Os trabalhadores foram recrutados nas cidades de Canarana, Irecê e Luís Eduardo Magalhães, na Bahia. Os fiscais verificaram que as pessoas estavam alojadas em duas edificações sem condições mínimas de higiene e com instalações elétricas em mau estado. O empregador não fornecia roupas de cama e cobertores aos funcionários.

Foram feitas as rescisões dos 22 trabalhadores, que receberam os valores referentes ao início da prestação de serviço (R$ 109,9 mil) e tiveram as carteiras profissionais assinadas. O fazendeiro teve ainda de recolher R$ 14,4 mil de FGTS não declarado. Todos os trabalhadores receberam formulários para o seguro-desemprego.

Segundo o Ministério do Trabalho, a operação foi realizada no dia 17 de julho e contou com a parceria de auditores-fiscais das gerências de Uberaba e Poços de Caldas.