Uma das estratégias da Ford para ganhar mercado foi batizar seus automóveis com nomes de raças de cavalo. Bronco, Pinto (sim, há uma raça com esse nome) e Mustang são alguns deles. Mas, em 1970, ela lançou o Maverick, que não era um cavalo. Na verdade, trata-se de um bovino que vive solto, sem marcação. Logo virou sinônimo de rebeldia e independência. Um sujeito sem regras. 

Nos Estados Unidos, o Maverick era um compacto que se posicionava abaixo do Mustang. Ele tinha um irmão, o Pinto, que era uma versão hatchback do cupê. O “Maveco” também foi fabricado no Brasil, com direito a versão V8. E depois de ressuscitar o nome Bronco, a Ford viu que poderia trazer de volta o Maverick, com proposta semelhante à do passado.

“A proposta do produto Maverick é diferente de tudo o que existe. É uma picape de ótima aparência com quatro portas e espaço para cinco adultos, um motor totalmente híbrido padrão com economia de combustível urbana que supera um Honda Civic, seja para reboque, viagens ou trabalho. A Maverick desafia o status quo e os estereótipos do que uma caminhonete pode ser. Acreditamos que será atraente para muitas pessoas que nunca antes pensaram em uma picape”, observa o gerente de marketing do grupo de caminhões da Ford, Todd Eckert.

Compacta

Isso porque o novo Maverick é uma picape monobloco que compartilha a base do Bronco Sport. Trata-se de uma picape compacta, que se posicionará abaixo da Ranger e da F-Series. Ou seja, será opção de acesso, assim como o cupê era escolha para quem não podia levar um Mustang para casa. Inclusive, seu preço inicial é de US$ 20 mil (R$ 100 mil). Ela é mais barata que uma Saveiro Cross, que parte de R$ 103 mil.

Seu conceito de engenharia (rebelde) segue os moldes da Fiat Toro, com caçamba unida à cabine e estrutura monobloco no lugar do chassi destacado. Com 5,07 metros de comprimento, ela tem dimensões próximas da picape italiana (4,94 m). Por lá, ela irá competir com a Honda Ridgeline, assim como a novata Hyundai Santa Cruz.

A exemplo do Bronco Sport, a Maverick é equipada com motor EcoBoost 2.0 turbo de 250 cv 38 kgfm de torque. Ela também conta com a mesma transmissão de oito marchas e tração 4x4. No entanto, a Ford também oferecerá a picape com motorização híbrida.

Por dentro, a picape também toma de empréstimo equipamentos do SUV como quadro de instrumentos parcialmente digital, multimídia destacado (com conexão para smartphones, sistema Sync e câmera de ré), freio de estacionamento eletrônico, controle de descida de ladeira, assistente de frenagem (Auto Hold), assistentes de condução.

Visualmente, a Maverick não tem design inovador como a Toro ou Santa Cruz. Para sermos sinceros, ela é bastante convencional, como se fosse uma F-Series em escala. O ponto mais marcante de seu desenho fica por conta dos grandes faróis em LED e as opções de rodas aro 17 ou 18 polegadas. 

Brasil

Se para o mercado norte-americano, a Maverick é uma “proposta diferente de tudo que existe”, por aqui ela não tem nada de rebelde, como seu nome sugere. Afinal, Fiat Toro e Renault Duster inventaram o segmento de intermediárias há seis anos.

Fabricada no México, a picape praticamente já está confirmada para chegar ao Brasil. Para a Ford trata-se de um reforço importante para ampliar seu volume no Brasil. Afinal, o principal produto da marca se tornou a Ranger e ela precisa de um produto que possa figurar abaixo dos R$ 150 mil. 

Só resta saber quando o Mavecão chegará por aqui.

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