Ford converte F-100, 1978, numa picape elétrica de 480 cv

Marcelo Jabulas
@mjabulas
06/11/2021 às 12:07.
Atualizado em 05/12/2021 às 06:12
 (Ford/Divulgação)

(Ford/Divulgação)

Um ano após a General Motors apresentar uma versão conceitual da Chevrolet Blazer K5 equipada com motor elétrico, agora a Ford revela a F-100 Eluminator Concept. A picape ano 1978, teve seu motor a combustão trocado por um conjunto elétrico. A ideia da Ford é seguir o mesmo caminho da GM e oferecer kits de conversão para antigos modelos da marca.

A picape conceitual recebeu dois motores (um para casa eixo) que somam 480 cv e 87,6 kgfm de torque. Oferta muito superior aos dos antigos blocos a combustão que as F-Series utilizavam no passado e até dos atuais. O conjunto elétrico é o mesmo utilizado no Mustang Mach-E GT Performance, o SUV elétrico da Ford – que está cotado para desembarcar no Brasil em 2022.

Tuning à pilha

O foco da Ford está justamente nas empresas que atuam no ramo de restauração e preparação de antigos nos Estados Unidos. Segundo a marca, o segmento movimenta cifras anuais na casa de US$ 50 bilhões (R$ 280 bilhões). Assim, ela anunciou que irá vender motores elétricos, via internet, por US$ 3.900, que dá algo em torno de R$ 22 mil para que essas oficinas façam as conversões.

Segundo a Ford, cada motor entrega cerca de 280 cv e pode ser montado de forma transversal (no mesmo sentido dos eixos). Ela garante que ele pode ser aplicado na maioria dos modelos da marca e de diferentes gerações. Além disso, a unidade é homologada para rodar em todo território norte-americano.

“Os proprietários Ford personalizaram e aprimoraram seus veículos desde o início, seja na mudança de aparência ou até aumentar a potência. Nosso conceito de Eluminador F-100 é uma prévia de como poderemos tornar nossos modelos tradicionais totalmente elétricos”, explica o diretor global de Personalização, Acessórios e Licenciamento de Veículos, Eric Cin.

Da mesma forma que a GM, a Ford percebeu que vender motores é um caminho mais rápido para se conseguir grande volume de escala. Afinal, vender um motor por US$ 4 mil, para instalar num velho Mercury, Lincoln Continental, Mustang 65 ou até mesmo num insosso Ford Pinto, demanda menos esforço do que convencer o consumidor a desembolsar US$ 43 mil para levar um Mustang Mach-E.

De acordo com a marca, o próximo passo será oferecer sistemas de baterias, controladores e inversores de tração, além de todos equipamentos necessários para tracionar um automóvel elétrico. A turma de Detroit não brinca em serviço.

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