Maratonar séries, aprender novas habilidades ou simplesmente passar o dia conectado conversando com amigos e conferindo as redes sociais. Para muita gente, tem sido essa a rotina diária desde que o distanciamento social foi imposto por causa da pandemia do novo coronavírus. 

Mas, quem se enquadra na terceira opção - e fica o dia online -, deve tomar cuidado para não ser vítima de cibercriminosos. No Brasil, uma tentativa de fraude na web é realizada a cada 17 segundos. Com mais pessoas conectadas, os golpes também tendem a subir.

Além da distribuição de fake news, que atrapalham no combate à Covid-19, links maliciosos também são disparados para roubar dados dos internautas e, posteriormente, vender para empresas suspeitas ou até mesmo fazer compras online sem a permissão da vítima.

Para evitar que a população cai em golpes do tipo, a Serasa Ensina listou seis dicas de autoproteção para serem adotadas enquanto a pessoa estiver conectada na internet. “Os criminosos da internet aproveitam a curiosidade do público sobre esse assunto tão importante para roubar dados e, assim, aplicar golpes que podem causar sérios prejuízos na sua conta bancária”, explica Joyce Carla, educadora financeira do Serasa Ensina. 

Confira as dicas do Serasa Ensina:

1 - WhatsApp não é jornal
Pode ser um grupo da família, do trabalho e até dos seus amigos. Em tempos de muita informação, nem tudo que compartilham é real. Aquela receita caseira da amiga da sua avó ou algum link com uma cura milagrosa para o vírus têm grandes chances de serem fraudes! Na dúvida, fique atento aos noticiários para ter informação de fonte segura e saber direitinho como agir no meio da crise. O link com as fakes news pode ser uma isca para roubar dados.

2 - Sempre checar as fontes
Esse é um dos mandamentos básicos para investigar qualquer informação. Se organizações ou pessoas que você nunca ouviu falar e não tem contato, mandam algo para você, desconfie. Pesquise primeiro, a internet está aí para isso! Dá para saber se a notícia é verdadeira ou fake news depois de uma simples pesquisa no Google. Veja se a informação aparece em outros lugares confiáveis antes de clicar em qualquer link duvidoso. 

3- Não compartilhe seus dados
Essa dica parece básica, mas deve ser reforçada em crises como essa. Nunca compartilhe seu RG, CPF, dados bancários e informações de cartão sem necessidade. Uma tentativa de fraude é realizada a cada 17 segundos no Brasil. Compartilhando dados você fica muito mais exposto aos golpes. Mesmo ao passar essas informações para conhecidos, você corre risco! Não se sabe se o número de algum familiar ou amigo foi clonado e está sendo usado para te causar prejuízo.

4 - Desconfie de links de doação
Os criminosos da internet têm muita criatividade e podem se aproveitar da sua boa vontade nesse momento de pandemia. As doações são a principal forma de atrair internautas para links e sites perigosos. Depois que você preenche dados na plataforma, o dinheiro pode ser desviado para hackers que também podem usar seus dados para realizar compras, empréstimos indevidos, além de crimes envolvendo o seu CPF.

5 - Não baixe aplicativos desconhecidos
Já circulam na internet links para baixar falsos aplicativos sobre a Covid-19, como por exemplo o COVID19Tracker. Teoricamente, por meio do aplicativo você pode ver mapas interativos de proliferação da doença e dados estatísticos mundiais. Mas, na verdade, se trata de um app malicioso que se instala e bloqueia o computador ou celular. Então, fique atento! Acesse apenas sites seguros e não clique em links desconhecidos para baixar aplicativos.

6 - Monitore seu CPF
Com todas essas ameaças nos grupos, sites duvidosos e links compartilhados, é ideal estar sempre atento aos seus dados. Geralmente, os hackers utilizam o CPF da vítima para aplicar golpes. No entanto, é possível ter um relatório completo e saber toda vez que consultam o seu CPF. Para isso, basta usar o Serasa Antifraude. Além de monitorar seu CPF 24 horas por dia, você consegue checar se seus dados estão da "lista negra da web".

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