A Promotoria da Saúde do Ministério Público de Minas Gerais abriu um procedimento para investigar a suspeita de casos de "fura fila" na prioridade da imunização de 828 servidores públicos da Secretaria de Estado de Saúde (SES), entre eles, o ex-secretário da pasta, Carlos Eduardo Amaral, que foi demitido após o episódio.

O procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, Jarbas Soares Júnior, disse que “pela avaliação do Ministério Público (MP), furar fila é crime, mas é preciso analisar o contexto”. Ele explica ainda que a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) criou uma CPI para apurar os fatos, e que, normalmente, o destino do resultado final dessa investigação é o MP.  

Jarbas Soares Júnior explicou ainda sobre a atuação do MP nos casos dos rompimentos das barragens de Fundão, em Mariana, e do Córrego do Feijão, em Brumadinho. Segundo ele, o órgão pediu a extinção da Fundação Renova, instituto criado para reparar os danos em Mariana, por não ter cumprido nos 4 anos todos os requisitos acordados.

O procurador-geral de Justiça também explicou todos os trâmites em relação ao desastre de Brumadinho e acredita que o acordo feito entre o Tribunal de Justiça de Minas, o Ministério Público Estadual, o Ministério Público Federal, as Defensorias Públicas Estadual e Federal, o governo do Estado e a Vale foi rápido e muito melhor do que o todo o processo em relação ao rompimento de Mariana.   

Acompanhe a entrevista na íntegra.