Os prejuízos da Companhia Energética de Minas (Cemig) com fraudes de energia elétrica chegam a R$ 300 milhões por ano.  Em 2017, a empresa detectou 68 mil suspeitas de 'gatos' em cerca de 176 mil inspeções. Em 23% dos casos, ou seja, em mais de 15 mil moradias, esse tipo de crime é cometido por consumidores das classes média ou alta. 

Outras 36% foram identificadas em unidades comerciais e industriais de grande consumo, como algumas academias de luxo localizadas na capital mineira.

Os números obrigaram a empresa a apertar o cerco contra esses clientes que insistem em cometer o crime. R$ 48 milhões em receita já foram recuperados pela empresa. “Acompanhamos o consumo dos mais de 8 milhões de clientes e, além de fazer a rotina diária de inspeções por meio dessas avaliações de consumo, fazemos inspeções rotineiras e mutirões em todos o estado. Temos encontrado muitas irregularidades e, ao corrigi-las, conseguimos preservar a receita da companhia”, explica o superintendente de gestão da receita da distribuição da Cemig, Helton Diniz Ferreira. 

Ainda segundo o superintendente, a tarifa de energia poderia baixar até 5% se não houvesse essas ligações irregulares e clandestinas.

Crime

Esse tipo de irregularidade é crime previsto no artigo 155 do Código Penal, com pena de um a oito anos de reclusão. Além disso, o titular da conta é obrigado a pagar a energia furtada e não faturada em até 36 meses, de forma retroativa.

Riscos

Os chamados gatos também podem provocar acidentes, danos aos equipamentos elétricos e queda na qualidade da energia e representam a segunda maior causa de mortes com eletricidade no Brasil, atrás apenas de acidentes fatais na construção civil e manutenção predial. 

Denúncias

As denúncias de irregularidades podem ser feitas pelo telefone 116. 

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