Após três gerações, o Volkswagen Gol chega aos 40 anos de mercado. O hatch lançado em maio de 1980 acumula mais de 8 milhões de unidades produzidas na unidade de Taubaté (SP) e deveria ganhar uma nova geração, para celebrar a chegada à Idade do Lobo, mas ficará para depois. Devido à pandemia do coronavírus, a VW teve seu caixa comprometido, o que forçou a fabricante a postergar novos projeto, inclusive o novo Gol.

 

Na prática, significa que a atual geração seguirá em linha até o final do ano que vem, oferecido com motores 1.0 de 82 cv e 1.6 de 106 cv. Mas fato é que o Gol se mantém de pé, depois de 40 anos e atualmente é o principal produto do portfólio da VW, mesmo depois das chegadas de Up e Polo.

Este ano, o Gol emplacou 19 mil unidades, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Pode parecer pouco diante do desempenho do Onix, que é líder absoluto desde 2015, e principalmente quando se compara com os números registrados pelo compacto em 2008, quando chegou ao recorde 31 mil unidades em um único mês. Mas ainda sim é o VW mais vendido no país, superando todos os demais modelos comercializados por aqui. 

No varejo de usados o Gol é um carro que teve média mensal de 70 mil negociações em 2019. Volume que também foi registrado no ano anterior e também nos três primeiros meses de 2020. 

Em abril, ele trocou de mão apenas 12 mil vezes. Mas ainda sim foi o usado mais vendido do mercado. Tudo isso mostra que o veterano ainda tem público cativo no mercado brasileiro. A boa fama se deve à manutenção barata, durabilidade e alta liquidez no mercado de usados. 

Versões e motores

Durante seus 40 anos de mercado, Gol teve incontáveis versões e diferentes motores. O primeiro motor que equipou o modelo foi a unidade 1.3 de 50 cv, refrigerada a ar, herdada do Fusca. Em seguida passou a contar com a unidade AP 1.6 de 80 cv do Passat e depois vieram as variantes 1.8, que fez estreia no Gol GT, em 1986.

Dois anos depois a marca lançou o GTS, com melhorias no AP 1.8 que elevavam a potência para cerca de 110 cv. Mas o ponto alto do modelo surgiu em 1989, com a estreia do GTI. Era o primeiro automóvel nacional com injeção eletrônica, que alimentava o bloco AP  2.0 e garantia 120 cv. 

Gol 1000

Vale lembrar que o mesmo AP também teve seu deslocamento reduzido para 1.0 litro, para atender ao programa do Carro Popular, no início dos anos 1990. O Gol 1000 chegou em 1992, com apenas 50 cv de potência e parcos 7,5 mkgf de torque, que fazia dele pior que na época do motor 1.300 do Fusca.

No entanto, o Gol também chegou a ser um dos modelos nacionais mais potentes do mercado. Em 1995, já na segunda geração, estreou o GTI, com bloco 2.0 16V que entregava 141 cv e 17,8 mkgf de torque. 

Turbo

Em 2003, o Gol ganhou sua primeira versão sobrealimentada. Logo após a reestilização (G3), a VW apresentou uma versão equipada com 1.0 16v turbo de 112 cv. Em seguida o Gol foi pioneiro com motorização bicombustível, com as versões Total Flex. 

No segundo semestre de 2008, com a chegada da terceira geração, o Gol passou a ser oferecido com motor EA111, com deslocamentos 1.0 e 1.6. Até 2014, o Gol foi vendido em duas gerações: a G4, que remetia a segunda reestilização da geração de 1994 e a G5, lançada em 2008.

A unidade 1.6 de 106 cv é oferecida até hoje na linha Gol, enquanto o 1.0 foi substituído pelo bloco três cilindros de 82 cv, que estreou em 2014, no Up. Agora esperar quando é que o quarentão ganhará uma carcaça nova.