O governo da Bahia confirmou na manhã desta sexta-feira, 12, o rompimento da Barragem do Quati, em Pedro Alexandre. Técnicos da Defesa Civil do Estado e do Corpo de Bombeiros constataram que após o transbordamento inicial, com rachadura nas laterais, a pressão da água provocou o rompimento parcial da estrutura.

"Uma nova vistoria será realizada, na tarde de hoje, para verificar a extensão dos danos e a situação de barragens vizinhas ao Quati", informou, em nota, a gestão estadual.

A correnteza provocada pelas fortes chuvas desta quinta-feira, 11, alagou Pedro Alexandre e a cidade vizinha de Coronel João Sá e atingiu ao menos 157 imóveis. Cerca de 500 pessoas tiveram que deixar suas casas na região.

A barragem fica a 440 quilômetros de Salvador, perto da divisa da Bahia com Sergipe.

Conforme a Defesa Civil, sete casas nos povoados de Quati e Boa Sorte ficaram inundadas pela quantidade de água e lama. A área mais atingida, porém, foi uma parte da cidade vizinha, Coronel João Sá, onde pelo menos 150 imóveis foram atingidos. A cidade decretou situação de emergência e deslocou cerca de 500 moradores para cinco escolas municipais.

Segundo a prefeitura de Coronel João Sá, uma idosa que mora em uma das ruas alagadas quase se afogou, mas os bombeiros conseguiram resgatá-la a tempo.

A água ainda bloqueou a Rodovia BR-235, na altura do km 25, trecho que liga Jeremoabo, na Bahia, a Carira, em Sergipe.

Responsabilidade

Segundo o governo da Bahia, a barragem foi construída pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional, vinculada ao Estado, e entregue em novembro de 2000 à Associação de Moradores da Comunidade de Quati. É uma estrutura pequena, com menos de 200 hectares, e não chega a ser classificada dentro da Lei Nacional de Barragens.

O governo estadual disse, ainda, que a responsabilidade sobre a barragem é do município, uma vez que foi entregue à comunidade. O jornal O Estado de S. Paulo não conseguiu contato com a prefeitura de Pedro Alexandre.

A Agência Nacional de Águas (ANA) afirmou que a barragem não consta do Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens (Snisb) e que, portanto, não tem informação sobre risco ou dano potencial da sua estrutura. Por se tratar de uma barragem em rio estadual, segundo o órgão, a fiscalização desse açude não compete à ANA, e sim à autoridade competente na Bahia.

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