O ano letivo nas escolas estaduais vai começar quinta-feira sem nenhuma solução ainda, por parte do governo, em relação aos servidoresdaEducação. Isso porque as reivindicações da categoria, principalmente o prometido aumento salarial em fevereiro, não foram atendidas. Ontem,cerca de mil servidores estiveram na Cidade Administrativa sob a promessa de que seriam atendidos pelas secretarias de Governo e Educação, mas a reunião foi adiada três vezes.

Primeiro, seria às 11h30, depois às 12h30 e, finalmente, às 17h. Acabou também sendo remarcada para quinta-feira, às 15 horas. A principal pauta apresentada
ao governo do Estado é em relação ao acordo firmado em março do ano passado, em que foi assinado um cronograma de aumentos salariais até julho de 2018, quando deve ser alcançado o piso nacional.

A primeira etapa desse acordo foi o abono de 13%,que está sendo pago. No entanto, a segunda etapa,que deveria ter sido cumprida em fevereiro, não foi honrada, segundo o Sindicato Unificado dos Trabalhadores em Educação (SindUte). Os contracheques de fevereiro, com salário relativo a janeiro, deveriam contemplar reajuste de 11,36%, determinado pelo Ministério da Educação (MEC), mas isso não ocorreu, afirma o sindicato. “Se eles não cumprirem com esse reajuste, que é a segunda etapa do processo para chegarmos ao piso nacional, até julho de 2018, o governo não vai conseguir alcançar o valor do piso nacional, como foi acordado em março do ano passado”, afirmou Beatriz Cerqueira, coordenadorado SindUte.


A sindicalista alerta que o movimento pode ficar mais radical, uma vez que não aceita fazer novos acordos. “Se o governo não mudar,depois do Carnaval a pressão será muito mais agressiva. No dia 13 teremos reuniões regionais em todo o Estado, e no dia 20 assembleia geral em Belo Horizonte”, afirmou Beatriz, após o fim da reunião das 12h30, que nem bem começou foi encerrada.


Na conversa com os secretários de Estado de Governo, Odair Cunha, e de Educação, Macaé Evaristo, a pauta travou no primeiro item, quando começaram a falar sobre o acordo do pagamento do piso nacional. Segundo Beatriz, o Executivo solicitou mais tempo para que a Secretaria de Planejamento pudesse realizar mais estudos e, por isso, a reunião foi remarcada. O governo, porém, não confirmou a versão de Beatriz, nem mesmo apresentou nenhum posicionamento. Entre outros pleitos, a pauta inclui estabelecer um cronograma para convocação de concursados; pagamento de funcionários da lei 100 que foram aposentados e não receberam o último salário; e suspensão do desligamento de oito mil funcionários vinculados à Lei 100 que estavam sem licença médica em 31 de dezembro.