O governo de Minas e a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) decidiram na segunda-feira (28) prorrogar, até o fim da semana, o ponto facultativo nas repartições públicas estaduais e municipais. Os anúncios foram feitos ontem pelo governador Fernando Pimentel e pelo prefeito Alexandre Kalil. 
Só na educação, 2,1 milhões de alunos ficarão sem aulas na rede estadual. Nas escolas da prefeitura, em BH, outros 190 mil foram atingidos. Várias instituições de ensino particulares suspenderam as atividades, também por falta de transporte escolar. 

No Estado, ficam mantidos serviços essenciais, como os médico-hospitalares, os de segurança pública e de Unidades de Atendimento Integrado (UAIs). 

“Decidimos pelo ponto facultativo essa semana. O ponto facultativo preventivo, porque, graças a Deus, a prefeitura tem toda a situação sob controle. Recebemos a notícia de que os ônibus de Belo Horizonte voltam a rodar 100%, o que deve compensar a greve dos metroviários. A coleta de lixo também voltará a funcionar normalmente”. 

Em relação aos centros de saúde da cidade, o prefeito afirmou que a escala contará com 50% dos funcionários, como já acontece quando é ponto facultativo. O prefeito também afirmou que todos os veículos públicos foram abastecidos e que asilos e restaurantes populares estão funcionando normalmente. 

EMERGÊNCIA

Desde que a reunião com os secretários foi confirmada, no último sábado, a expectativa era a de que a prefeitura decretasse estado de emergência ou calamidade pública – o que não aconteceu, mas também não foi descartado. 

“Achamos precipitado decretar estado de emergência ou calamidade. Mas, se nesta semana não houver uma retomada dos serviços, partiremos para uma medida mais drástica”, afirma Kalil.

Em Minas, pelo menos seis prefeituras já decretaram estado de emergência por causa do desabastecimento: Montes Claros (Norte de Minas), Juiz de Fora (Zona da Mata), São João del-Rei, Coronel Xavier Chaves (Campo das Vertentes), Lavras e Três Pontas (Sul de Minas). Na mesma região, Itajubá decretou situação de calamidade. 


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